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Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

A voz da realidade!

Passaram 25 anos, mas não houve um dia em que a voz de Zeca Afonso não existisse!

 

Uma das vozes da chamada "intervenção", um cantar que motivou e emocionou, e ainda emociona, muita gente. Muita gente que sabe dar valor à liberdade! Muitos dos que viveram numa época de Salazarismo cerrado sabem como estas vozes são importantes, daquelas que não se calam doa o que doer, não havendo quem lhes faça morder a língua.

 

Pois é Zeca, vou tratar-te assim, pois sei que é assim que gostarias que eu tratasse. Sou uma das filhas de Abril! Sou uma filha da liberdade... porque nasci em Abril.

As coisas por cá não andam bem, não voltou a ditadura, mas ela ainda assusta! Talvez porque eu sei o que vos custou a liberdade. Talvez porque eu sei o que sofrestes, tu e os teus companheiros de Abril.

 

Pois é, as coisas não andam bem... Não irias reconhecer o  Portugal que deixaste. O Portugal que almejavas.

Muitas conquistas se fizeram, e agora... escoam-se por entre mãos abertas incapazes de fechar o punho e lutar. Incapazes de dizer BASTA!

 

Os sindicatos andam de costas voltadas e já quase parecem mais políticos que os políticos. As pessoas esperam que alguém faça por elas aquilo que não têm força, animo ou até vontade de fazer. Está uma tristeza no ar. Talvez esta tristeza se transforme em acção. Acção contra aquilo em que querem transformar a Europa e Portugal, num capitalismo desenfreado onde só o dinheiro importa. Onde não há espaço para as preocupações sociais.

 

Sabes,disseram-nos que vivemos à grande! Que gastamos de mais! Zeca tu bem sabes o que nós trabalhamos, o que nós batucamos para ter uma vida que se possa chamar de vida. Alguém gastou o dinheiro que nós lhe depositamos nas mãos, com confiança!

Zeca, esses estão para aí impunes, livres! E nós? Nós, Zeca, nós continuamos a pagar! Nós temos que pagar! Mas eles não pagam nada! Eles...aqueles em quem confiamos!

 

E sabes? Chamaram-nos piegas! E têm razão! Somos piegas porque não fazemos nada! Porque deixamos que nos tirem tudo, sobretudo alguns direitos consagrados dos trabalhadores, aceitamos a precariedade, aceitamos as nomeações, aceitamos que nos usem. Aceitamos que a educação seja olhada como despesa, aceitamos que o sistema de saúde sofra e com isso os seus doentes. Aceitamos que eles andem a gastar o que nós lhes depositamos nas mãos com confiança...

 

O que fazer? Não sei Zeca... Talvez uma das tuas músicas nos ilumine. Talvez não haja nada a fazer senão suportar e esperar que em algum dia alguém se lembre de mudar o que dificilmente pode ser mudado, o poder! A sede de poder.

 

Pois é Zeca eles andam de BMW e nós?
Nós andamos à rasca!
E tuas voz Zeca ainda é uma voz da realidade...
O meu tento presta homenagem a uma das vozes que não se cala, jamais!

 

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