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Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Passeando pelas palavras

 Imagem retirada daqui

 

A sapo lançou um desafio para a comunidade "blogosférica" para que se fizesse um post sobre o nosso livro preferido em 2012. Um grande desafio, de facto.

 

Mas eis que enfrento o meu primeiro problema! Não consigo dizer qual foi o meu livro preferido em 2012!!! Tantas foram as páginas que fizeram os meus dedos passear, tantas as letras e os autores que me fizeram sonhar, fizeram-me viver outras vidas por momentos inesquecíveis, que me é verdadeiramente impossível eleger um livro, uma leitura, um autor.

 

Como não referir que passeei pela savana Africana com Daniel e o seu amigo Dibó? E com eles usufrui aquele seu perfume que tão bem nos leva a inebriar Ludegero Santos em "O Perfume da Savana"! Com eles vivi África e lutei pelo amor de Daniel e Isabel. Numa leitura intensa, numa África que nos faz pensar que é ali o princípio do Mundo!

 

E claro, as viagens que fiz ao lado de Gonçalo Cadilhe sorvendo uma frase, um parágrafo, uma página e andando "1 km de Cada Vez". Com ele assisti aos mais belos pôr de sol, andei por montes tacteando a vida e sentindo o pulsar da natureza...

 

Como esquecer o meu afinador de silêncios Mwanito a loucura de Silvestre Vitalício? Como esquecer "Jesusalém"? Como deixar de visitar um local onde a vida é demasiado preciosa para ser esbanjada num mundo desencantado (tal como nos diz um dos seus habitantes)? Pegadas que segui deixadas por Mia Couto  e pela sua escrita mágica e floreada!

 

E pensar na loucura em que se meteu Mark Rowlands com o seu lobo Brenin! Quem no seu perfeito juízo mete um lobo em casa? Claro! Um filósofo!  Mas isso fê-lo reflectir, fez-me divagar pelas suas loucuras sãs e pelos seus devaneios que me fizeram descobrir algo mais sobre o mundo. Sobre como pode ser a vida de "O Filósofo e o Lobo"

 

E como deixar de falar na música deixada pela "A Harpa de Ervas"? Como deixar de estar naquela casa da árvore onde Truman Capote me levou? Daqueles livros que não apetece deixar de ler para não nos separarmos das personagens.

 

Com o "Ladrão de Sombras" ri, chorei e deixei-me levar pelo encantamento que as palavras que Marc Levy sempre me trazem. Um livro inesperado como a vida.

 

Passeei nos versos de Maria João Brito de Sousa e as sua poesias deixadas como um presente em "Poeta porque Deus Quer". Palavras deixadas com alma de quem ama poesia. Uma forma diferente de expressar-se e sempre com um grande valor literário.

 

Voltei, outra vez, na companhia de Jane Austen (sempre uma boa companhia!) ao passado em "Orgulho e Preconceito". Difícil adaptar-me à forma de dialogar da época, mas depois do primeiro impacto, estive numa sociedade Inglesa com Elizabeth Bennet e com ela vi que nem tudo é como parece e que preconceito e algo que aprisiona o ser e até a capacidade de amar.

 

E a nova escritora revelação Transmontana Olinda Morgado? Que com "Malam e Outros Contos" nos empresta a sua forma de escrever diferente, forte e envolvente.

 

E ainda a meio dos "Filhos da Liberdade" com Marc Levy, sinto que não posso deixar de falar sobre estes momentos apreendidos com "Jeannot" que com este nome de código ganha uma nova vida lutando ao lado dos seus amigos pela liberdade contra a ocupação Nazi numa França perdida de muitos ideais. Como parar as lágrimas teimosas sempre que essa mesma liberdade é aprisionada?

 

Mas muitas palavras, muitas viagens que me foram permitidas porque alguém teve a generosidade de as partilhar comigo não ficam aqui ditas, não porque não foram importantes, porque sempre ficarão comigo, e de uma forma e de outra serão lembradas, porque agora... agora fazem parte de mim daquilo que eu sou e virei a ser.

 

Manifesto aqui a minha dificuldade em escolher um livro, uma leitura, ou umas tantas páginas que reduzirão tudo que muitas letras me fizeram pairar em cada mundo fantástico, em cada amor, em cada luta, em cada paisagem e em cada vida vivida com emoção. Por isso, eu não posso tentar escolher um livro porque o meu tento nunca o conseguirá!!

 

 

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