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Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Fundamentalistas da mama

amamentacao.png

 

 

Um post do blogue “Melhor Amiga Procura-se” traz-me a este assunto da amamentação.

 

A amamentação é importante, sim, todos sabemos isso. E também sabemos que os profissionais de saúde têm por obrigação  promover a amamentação, informando os pais das suas vantagens, que inquestionavelmente são inúmeras, mas existe um senão nisto tudo.

 

Já trabalhei nessa área e sei que deve ser assim. Mas não sejamos fundamentalistas da mama! Parece que dar de mamar é um dogma inquestionável!

 

E seguem-se as acusações feitas de cara feia às mães. Se a mãe não der de mamar porque  não está a fazer bem ao seu filho, ele engordará demasiado com leite adaptado, aquilo é só hormonas (como se o ser humano fosse isento das mesmas…), não criará laços de afetividade com o seu bebé. Isto, entre outras pragas, são proferidas em tom de ameaça e fazem a mulher sentir-se a pior mãe do mundo, como se as dúvidas já não fossem muitas nessa fase.

 

Há que informar, claro, mas sem cair no exagero de nos transformarmos na Jihad da amamentação!

 

Falo pela experiência que tive, como mãe, em que o meu filho era um sarilho para engordar, eu achava que o leite da mama não era o suficiente e além disso precisava mesmo dormir nem que fosse 4 horas seguidas, já que o meu petiz “buzinava” de 2 em 2 horas e meia para mamar. E entre mamada, arrotos e muda fraldas eu não pregava olhos. Isto dias seguidos…

Tirar com a bomba não dava porque produção não o permitia. E o Pediatra lançava-me olhares como se eu fosse um monstro cada vez que eu falava em leite adaptado, e eu já só pedia pelo menos à noite, para que o bebé e eu descansássemos e ele aumentasse o percentil do peso.

 

Como profissional de saúde já vi tanta mãe exausta, quase a chegar ao limite e achava que não seria um biberão que a iria transformar numa má mãe, ou que viesse mal ao mundo por isso. Até achava preferível isso ao culminar numa depressão pós- parto.

 

E agora poderão dizer que muitas mães já deram de mamar antes e que se devem deixar das “frescuras” e “desculpas” de que estão cansadas ou que não querem dar de mamar por isto ou aquilo. Pois meus caros, mas nem todos somos iguais, nem todos respondemos da mesma forma às mesmas coisas e o que faz do mundo este lugar singular é a individualidade de cada um. E é essa mesma individualidade que deve ser respeitada, não só noutros assuntos, como também na questão da amamentação.

 

Mas quem fala em cansaço fala noutra coisa qualquer. Quem decide ou não se deve amamentar é a mãe, preferencialmente juntamente com o pai da criança, e esta decisão deve ser informada mas nunca imposta e muito menos julgada! Aliás, uma das coisas que me ensinaram no curso, e em várias formações que fiz ao longo da minha vida profissional, foi que NUNCA devemos emitir juízos de valor! 

Além disso, até porque pode tornar-se contraproducente ter uma mãe que dá de mamar de forma contrariada.

 

Pronto, agora a Jihad da amamentação já me podem “fuzilar” à vontade.

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