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Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Andar aos papéis

burocraciaplus.png

 Imagem retirada daqui

 

 

A burocracia é algo que transforma o fácil em difícil, ou até mesmo em desesperante. E é desde muito cedo que se começa a complicar...

 

O meu filho partiu, inadvertidamente, o cartão de estudante, como tal, foi à secretaria da Escola para tratar de um novo cartão. Óbvio. O que não foi óbvio foi o que se passou a seguir.

 

  • Da secretaria mandaram-no à papelaria.
  • Na papelaria deram-lhe um papel para eu assinar.
  • O papel veio para casa e lá o assinei.
  • A seguir ele vai à secretaria, e nesta ficam com o papel assinado e dão-lhe outro papel e mandam-no à papelaria outra vez!
  • Na papelaria, segundo ele diz, fazem umas coisas que ele não percebe, dão-lhe um talão, cobram 3.50 € (que antes só custava 1.50€) e recambiam-no para a secretaria.

E só aí, finamente lhe dão o cartão!

 

 

Agora pergunto eu, com menos papel não seria possível colocar o preço do cartão mais barato?

Afinal e as preocupações com o ambiente, com tanto gasto de papel e de solas de sapatos, como ficam?

Ai a minha cabeça!!!

Ontem tive uma tarde de mãe e filho. Tivemos que ir ao médico noutra cidade e isso traduziu-se em umas horas juntos. No carro, o meu adolescente pergunta se pode colocar a música dele, e eu sem saber o que me esperava disse um incauto "sim"!!!

 

Pois sim.... entre macacos do Ártico (Artic Monkeys) e uns tipos que falavam muito rápido, quais pessoas da rádio a tentar dizer as contra-indicações dos medicamentos anunciados (sim, eu sei que aquilo é manipulado), a minha cabeça começou a andar à roda.

 

Salvou-se uma música no meio de todas e que deixou o meu filho espantado porque a mãe gostava daquilo!

 

 

 

Alguém sabe o nome das pastilhas para a garganta que aquele tipo usa?

Insignificâncias do dia

balão palavrões.jpg

 

 
 
O meu filho estava muito indignado no outro dia e surgiu a seguinte conversa,
 
Filho - Ó mãe não percebo esta gente!!! Então, nem vais acreditar! Umas colegas minhas quando é para dizer asneiras nos comentários colocam ou asterisco (*)  ou arroba(@) !!! Toda a gente percebe! É palavrão à mesma!
 

Eu - Filhote eu também faço isso.

 
Filho - Não posso crer! Mas que pensas tu? Isso é hipocrisia! Ou dizes ou não dizes!
 
Eu - Não filho, não é hipocrisia. Um car@lh* com arroba e asterisco é um palavrão com eufemismo. Todos percebem mas é mais leve...
 
 

Criança # Adolescente

calvin-hobbes-.jpg

 Quando o meu filho era criança a imagem de cima ilustra na perfeição o que tínhamos que fazer para o levar às compras! Isto quando era indispensável que ele experimentasse a roupa, pois de outra forma eu comprava sem que ele estivesse presente.

 

Agora nesta fase de adolescência?

É vê-lo todo alegre e contente! E nós a termos que colocar um travão senão seria bem capaz de trazer a loja toda!!!

 

Incrível como se operam mudanças no ser humano....

 

Eram três

fulano.jpg

 

No outro dia estava a contar uma história ao meu filhote. Essa história contava com três intervenientes

Fulano, Cicrano e Beltrano.

 

O meu filho fez-me parar e repetir o "nome" dos personagens. Designação que se usa quando não queremos, ou não sabemos, identificar as pessoas.  Não sei se é típica de Trás-os-Montes. Uma das minhas colegas não conhecia. É interessante como existem dastas maravilhosas expressões, coisas que andam por aí só precisamos de atenção para as ver.

 

 

Profissões

 

perdidocirurgia.jpeg

 

 

Hoje falávamos sobre profissões com o meu filho, que no próximo ano terá que escolher uma das áreas disponíveis na Escola dele. Explicávamos algumas das saídas profissionais de cada área e calhou falar na profissão de cirurgião ao que ele respondeu de rajada.

- Isso nem pensar! Não posso!

- Pois filho, é muito sangue e entranhas, não é?

- Não. Não é por isso! É que quando eu tiro algo do sítio quando tento voltar a colocar no lugar nunca fica na mesma ou falta alguma coisa!! Imaginam o que é eu andar a operar e na hora de voltar a colocar tudo nos devidos lugares faltar alguma peça ou não conseguir encaixar tudo como estava!!!!??? Básicamente tenho jeito para dessarumar, mas para arrumar esqueçam!

 

 

 

Mais um feriado?

Hoje ao almoço o meu filhote falava do 1º de Maio (sim, outro com letra maiúscula) com um certo desprendimento. Como eu e o pai  tentávamos fazer-lhe ver que não era mais um simples feriado e lhe prometemos uma explicação, esta surge aqui. Para ti filhote e para os teus filhotes daqui a uns anos.

 

Corre o ano de 1886, são 4 da manhã meus filhos ainda dormem, encaminho-me para cada um deles e sopro-lhes um beijo na testa, não os quero acordar. Os mais velhos, um já com 13 e outro com 11, terão que se levantar daqui a uma hora para seguirem para o seu trabalho na fábrica de algodão. Bendita a hora em que lhe conseguimos aquele trabalho, pelo menos assim já ajudam no pão à mesa, embora me entristeça que percam assim a meninice. Mas naquela fábrica ainda aceitam crianças a trabalhar. E como ainda parecem crianças assim a dormir....

Os mais novos, o meu caracóis de 2 anos e Rita, a única menina, de 7 meses ainda ficam ao cuidado da mãe que lava, costura umas roupas para fora, cuida da casa e tem a sorte de ver as crianças crescerem. Luto para que um dia os meus filhos possam ver os seus filhos crescerem. Luto para que um dia os meus filhos não precisem de trabalhar e possam ir à Escola. Luto... e não lutarei sozinho.

 

Saio com o coração nas mãos e aperto nelas o cartaz, um que tirei do monte dos muitos que estivemos a fazer ontem até às tantas da noite. Nele está escrito uma das razões da minha luta. Os meus filhos e os filhos do futuro.

 

Cheguei a uma altura em que não distingo o dia da noite. Não sei para que vivo. Vivo para comer, dormir. Dormir pouco. E trabalhar. Trabalhar muito. Trabalho 16 horas por dia! Em meses mais apertados chego às 17 horas por dia! Saio todos os dias às 4 da manhã para entrar no trabalho às 5:30, e só a ela regresso por volta das 23:30 ou 00:30. Sem vontade de mais nada que não seja olhar para meus filhos e ganhar forças para ter coragem de me deitar e acordar no dia seguinte. Sim. Porque a minha covardia secreta seria a de adormecer para sempre...

 

Mas hoje. Hoje tudo mudará, acalento essa esperança. Hoje eles vão perceber que não pode ser assim! Afinal também somos gente! Nas nossa veias também corre sangue e bate um coração. Sei isso. Sinto isso!

 

Encontro meus colegas de profissão, mais serralheiros da mesma fábrica e muitos mais rostos desconhecidos. Hoje tudo mudará! E isso não está escrito nos cartazes mas nas nossas faces! Está impresso também na nossa alma. Somos agora tantos. Ouvi dizer que cerca de 500 mil trabalhadores enchem as ruas desta enorme Chicago numa manifestação pacífica. Não queremos mal a ninguém. Apenas queremos sentir-nos mais gente. Apenas pedimos o  que achamos justo. Gritámos para que nos ouçam. Reivindicamos a redução da jornada para oito horas de trabalho. Será pedir muito? Eu acho que não. sinto que não! Mas também sinto este meu coração que bate angustiado sem saber porquê! Tudo está calmo apesar dos gritos e palavras de ordem.

 

Surgem gritos ao longe. não percebo que se passa! De repente vejo a polícia a tentar calar-nos. Como podem? Como ousam? Ó tristes que não sabem que aqui bate um coração!

 

Querem calar-me? Não querem que lute pelos meus filhos? Mas é por eles, pelos meus, e pelos vossos filhos, que aqui grito! Que aqui luto! Que aqui digo que sou um homem como os demais!

 

Ó infames que não sabem que aqui deixará de bater mais um coração. O céu foge-me... as ideias e a luta não fugirão eu sei que não. Porque eu... eu também tenho um coração... embora já não bata.

 

Mais corações deixarão de bater, mas hão-de perceber que esta é uma luta justa, por mim, por ti, por eles...

 

Três anos volvidos, em 1889,  fala-se por aqui que o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores, um dia de luto e de luta. Meu pai morreu nessa luta! Ingloriamente meu pai morreu nessa luta... Sei que um dia, direi isto com glória, uma dia seu coração voltará a bater, esteja onde estiver, e sei que esse dia não tardará. Minha mãe, que perdeu o seu olhar já há muito naufragado, não acredita, mas que sabem as mulheres?

 

Esse dia chegou meu pai! Estamos em 1890. Passaram 4 anos! Mas finalmente os nossos corações têm direito a bater! Os trabalhadores americanos conquistaram a jornada de trabalho de oito horas. Um dia meu querido pai, daqui a muitos anos, todos os trabalhadores lembrar-se-ão que morrestes por nós. Morrestes por mim, por nós e por eles! Para que todos saibam que merecemos ser Homens! Podemos lutar. Merecemos reivindicar. Afinal meu querido pai, nós somos o "trabalhador"! A massa operária, como lhe chamam, e as massas têm mais poder do que aquilo que lhes tentam fazer acreditar!

 

 

Lina Maria

 

Socorro o meu filho é um teenager!

Já não é a primeira fez que falo do meu filho pré adolescente e das dúvidas, preocupações e dramas próprios de pais com filhos nesta idade. Embora em todas as idades sejamos confrontados com alguma problemática que normalmente envolve a "fase" etária da nossa  prole, esta fase é um nadica trabalhosa... prepare-se quem para lá vai, porque tudo o que vos disseram não chegará perto da realidade...

 

Pois bem, o meu filho entrou esta semana oficialmente para o grupo dos "teen" completando os 13 anos.

Como todos os anos acedemos ao seu pedido de realizar uma pequena celebração com alguns amigos. Este ano, quando a lista feita por ele me foi mostrada, pude constatar que incluia 10-11 amigos (1 na dúvida), entre eles só 2 raparigas, pensei:  "Hum... 10? Nada mau, já tivemos 15 e correu bem. Com 10, e ainda por cima já com mais idade, será ainda mais pacífico". Nada mais errado!! E se eu votasse atrás no tempo esbofeteava-me logo a seguir ao pensamento que tive para ver se abria os olhos. Pensava eu que comeriam qualquer coisita, pois é assim todos os anos, a miudagem só quer brincadeira e não come lá muito  e há no fim muita comida estragada (outro erro crasso de mãe inexperiente nas lides dos "teen"). Pensava também que iriam jogar qualquer coisa e ver uns filmes, até porque era isso que o meu filho tinha programado...

 

Meus caros, ainda estou neste momento a recuperar do choque!!!!

 

Comer?

O meu marido que fazia o fornecimento de bens alimentares desde a cozinha até à sala chegou a temer pela própria vida! Não sei como saiu dali vivo! As sandes, bem como batatas fritas e afins,  quase não chegavam à mesa e já estavam nas mãos destinadas muito antes de ser pousado ou tabuleiro ou terrina. Parece que nos esquecemos do "apetite voraz" de um adolescente, quanto mais de 10 e todos juntos! Conselho. Comprem um grande fornecimento de comida, não haverá estragos. Ah! Mas pelo menos não têm que se preocupar com variedade, batatas fritas preferencialmente as onduladas, não sei porquê. Sandes de preferência com manteiga, e alguns com fiambre, queijo é raro o que gosta. Cones fritos, rolos de salsicha e alguns salgados, mas se isso não entrar também não vem mal ao mundo. De doces chega o bolo de anos e uns queques ou algo simples. Tem é que ser tudo com quantidade. Bebidas. Seven Up. Esqueçam o resto.

 

Jogar e conversar mais a jeito de uma idade mais madura? Esqueçam. Pelo menos para quem tem rapazes, e cá em casa eram 9, com o aniversariante, mais a única menina que compareceu. Os rapazes crescem em altura, têm uma voz estranha, tanto guincham como falam grosso, mas mentalmente continuam infantis. Agora imaginem aqueles "monstrengos" enormes aos pulos e gritos, nas correria escadas acima escadas abaixo! Teve uma altura em que senti a casa a tremer. Juro!!!

 

Ver um filme?

Pois sim. Eu é que sou lírica....

Ainda houve a deslocação de um colchão para a sala para que se estendessem mais confortavelmente. O filme começou de facto a dar... mas alturas tantas estavam todos à luta no colchão e era um emaranhado de braços, pernas, guinchos, vozeirões, empurrões e trambolhões que receei ter que chamar o 112 para reanimar algum!

 

Mas malta saímos vivos, a casa ficou de pé (fora um ou outro percalço), a comida não se estragou e chegou. E sobretudo eles estavam felizes e puderam divertir-se sem ninguém a chateá-los, apenas impondo pequenos limites razoáveis, tais como não deixar que as minhas almofadas de croché servissem para uma luta de almofadas.

 

Se tentava outra vez? Claro! Afinal só se faz 13 anos uma vez! E para o ano pode ser que os 14 os tenha colocado mais pacíficos.... assim espero.

 

 

 Imagem retirada da internet, obrigada a quem a disponibilizou

 

O que nos ilumina

Amei-te ainda em flor,

Amei-te quando o meu olhar acariciou o teu corpo

sentindo-me agraciada por tal privilégio!

Mas o meu amor por ti não cessa de crescer a cada momento que te sinto.

Os meus braços alongam-se para te proteger,

sabendo que um dia vais voar sozinho

E eu assistirei ao teu prodigioso voo

dizendo alto e baixinho,

"vejam" é o meu filho!

Claro filhote só tu me farias ouvir esta música.... deixa ver...perdi a conta :)
Que consigas com o teu violoncelo tocar como estes teus ídolos violoncenistas eu estarei sempre na bancada com um sorriso ENORME, (mesmo que desafines ;))
Porque o meu tento bem tenta , mas não consegue deixar de ser mãe galinha
E assim EM GRANDE (para mim, claro) dou por terminada a minha tarefa musical para esta semana

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