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Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Eu tento, mas meu tento não consegue!

E pior do que não conseguir é nunca ter tentado... Bem vindo! Faça de conta que está em casa :)!

Irrita-me

 gato-mal-humorados-1.jpg

 

- Pessoas que não apanham os dejectos dos seus animaizinhos! Depois estão ali os presentinhos e como eu ando a passear o cão olham todos para mim de lado!!!

 

- Condutores que não fazem pisca, ou então o fazem em cima do acontecimento, que vale como se não fizessem

 

- Condutores que não agradecem quando os deixo passar, ou deixo estacionar, ou sair do estacionamento. Enfim... pessoas que pensam que os outros existem para os servir!!!

 

- A falta de camaradagem numa equipa de trabalho!

 

- A desorganização.

 

- A falta de civismo

 

- Os políticos em geral, e o Passos Coelho e Trump em particular.

 

- Não conseguir fazer o que quero

 

- Não conseguir ir visitar todos os blogues

 

- Quando decido fazer um doce, que me apetece no momento, e me falta um ingrediente....

 

- Quando depois de explicar algo um cento de vezes, me dizem "percebi sim senhora! E vou fazer tudinho", mas depois só fazem merda como se eu tivesse estado a falar para o boneco

 

- Quando me esqueço de algo :(

 

- Quando tenho um post na cabeça mas que depois não passa para a tela.

 

- Que a Netflix não actualize as temporadas das séries

 

- Colocar uma série a gravar e não sei porque cargas de água o último episódio não grava!!!

 

E pronto, por hoje acho que é tudo. Ufaa... soube bem o desabafo, já saio daqui menos irritada.

 

Então, e vocês malta, o que vos irrita? Vá, desabafem lá que faz bem!

 

 

 

Ó Balha-me...

tattoo.jpg

Foto, mal tirada, do meu telemóvel. Obviamemte o aspecto não é o final, pois está em vias de cicatrização

 

 

Pois é meus caros, fiz uma tatuagem! Há anos que tencionava fazer uma e foi desta que resolvi.


Tem sido quase objeto de estudo verificar a reação que as pessoas têm ao desenho que resolvi fazer na pele.

 

Primeiro, tenho as que odeiam à partida, sem saberem o que é que está desenhado, gritam a pergunta, ainda a duvidar o que os seus olhos vêem, "É uma tatuagem!?". Costumo sempre responder que são calquitos, mas parece que não se deixam enganar...

Depois começam... É nojento, asqueroso e tem um estigma terrível!!! E perguntam a seguir, "Como é possível que tu queiras fazer algo assim?"

 


Depois tenho aquelas colegas que me dizem, “Olha lá se querias fazer uma tatuagem porque é que não fazias onde ninguém visse?”. Género aquelas pessoas que varrem o lixo para debaixo do tapete.

 

Há ainda as pessoas que acham que já não tenho idade para fazer tatuagens. Parece que a partir dos 40 temos que começar a vestir gola alta, mangas compridas, collants e usar lencinho na cabeça…. Ah! Tudo isto em cores apagadas, como o preto, beije e cinzento. As restantes cores são demasiado fulgurantes. E não se esqueçam que os vestidos e as saias têm que ser usados abaixo do joelho!!! Olha agora a querer mostrar as pernas, onde já se viu!?! (e para os que querem saber, tenho que ouvir sempre comentários acerca dos meus vestidos mais acima do joelho, portanto isto é a sério!)

 

Há os indiscretos, "Olha, o que querem dizer as andorinhas?" . Se eu respondo, têm um significado pessoal, ainda insistem, como se eu não tivesse percebido bem à primeira "Mas qual é o significado?".

 

Claro, que há também quem goste, quem quisesse fazer mas afinal por isto ou por aquilo não fizeram.

 

Por último, e a reacção que eu gosto mais, olham de longe e a apertar os olhos, julgo que para focarem melhor, pegam no meu braço e exclamam "Ó Balha-me...." 


Perfeita imperfeição

flor.jpeg

 

Buscar a aprovação dos outros sem querer transformou-se numa meta. Mas nunca seria perfeita. Em adolescente não era bonita o suficiente porque o cabelo fraco e escorrido não deixava. Já dizia a minha mãe, enquanto segurava com olhar de desdém uma mecha do meu triste cabelo, “Se tivesses um cabelo melhor serias bonita”, isto para não falar das orelhas, ligeiramente abanico e assimétricas, que pouco ajudavam à festa e teimavam em aparecer por baixo do parco cabelito. E se alguém da aldeia dissesse, “A sua filha é uma das moças mais boinitas da aldeia”, havia sempre uma palavra para chamar à razão, um fazer descer à terra do lunático(a) que proferia tal barbaridade! “Mas já viu fulana de tal!? Já viu aquele cabelão que ela tem! E o corpo de mulher?”. Pois… também era demasiado magra…

 

E como se não fosse suficiente havia a minha personalidade, demasiado impulsiva, demasiado coração na boca, vontade demasiado forte e demasiada emoção e pouca razão. E por falar em pouca. Era pouco carinhosa, tinha pouca diplomacia, pouco prendada para a costura, pouco mulher, pouco quieta…

 

As inseguranças perseguem durante anos, e durante anos queremos nos livrar delas. E quando pensamos que o fazemos lá aparece uma a espreitar. Isto porque agora a busca pela perfeição permanece. Será pedir muito que gostem de mim como sou, uma perfeita imperfeição?

 

Srerá por tudo isso que não lido bem com a crítica, nunca lidei. Talvez porque me mostrem o óbvio, não sou perfeita. Provavelmente nem eu me aceito como uma perfeita imperfeição. Mas mostrarem por A+B que eu errei, quando eu já sei que o fiz, transtorna-me. Eu nunca esfrego os erros na cara dos outros e espero que tenham a mesma consideração comigo.


Exporem-me os meus erros faz-me ver que nunca terei o que quero, nunca serei boa em nada. Atenção, não que eu não saiba que se erra, que se aprende com os erros, mas tem alturas que me parece que os meus erros não são aceites. E isso faz-me questionar,

Será que erro demais?

Serão que os meus erros são assim tão maus de aceitar?

Será que serei mais fácil de amar sem erros?

 

Tem dias que acordo e gostaria de não ser quem sou. Porque olho para o lado e vejo que os mesmos comportamentos nos outros são aceites e tidos como “deixa lá!”. Mas comigo dão sempre um relambório de “podias fazer melhor”

 

Pessoas quadradas

Respeito.png

 

 

Parece que entrei em 2017 com a palavra civismo na mente e penso que atravessamos uma crise com a ausência da mesma. A bem dizer da verdade, a palavra nem é o mais problemático o grave mesmo são os comportamentos que nos levam à míngua e nos fazem desejar que o umbigo dos outros seja um pouco mais diminuto….


Ultimamente tem-me acontecido disponibilizar o meu tempo para realizar tarefas que são do interesse de quem as agenda comigo. E acontece que os interessados faltam, não avisam, não atendem os meus telefonemas como se fosse eu que tirasse proveito dos assuntos que lhes dizem respeito!

É grave! Esta crise de valores, de respeito pelo outro, pelo seu trabalho e tempo! Chega a ofender e a magoar a quem tudo faz e demonstra disponibilidade para que tudo corra bem.

 

Provavelmente o problema é meu. Revelo uma total incapacidade para lidar com esta falta de civismo, de bom senso e de qualidade de se ser pessoa.

 

Dizem que o problema é meu, porque demonstro muita disponibilidade e explico tudo. Mas por que carga de água é que isso passou a ser um problema?

Parece que o normal é ser-se arrogante, prepotente e não ligar aos interesses dos outros! Triste… muito triste.

 

Alguém no serviço me dizia, não fique assim, as pessoas são quadradas! E, levando isto para o campo das figuras geométricas, quem me dera que as pessoas fossem  mais como os círculos....



 

Contaminados pelo civismo!

gripe.jpeg

 

Este ano, à semelhança de muitos dos anteriores, apanhei a gripe, como se costuma dizer. O problema é que eu não a "apanhei" porque quis. Fui contaminada!

 

E nunca tinha estado tão mal como aconteceu este ano! Foram 4 dias de febre intensa, uma febre que não descia mesmo com a medicação! Dores musculares, dor de cabeça, garganta e mal estar geral... Claro que a única coisa que se pode fazer é apenas controlar os sintomas. Como a gripe é um vírus não se prescreve antibiótico, como a maioria da população pensa que se deve fazer sempre que há febre. O problema das gripes é que podem depois derivar para uma infecção bacteriana, género pneumonia, infecção respiratória, amigdalite,.... e nesses casos pode existir a indicação para a prescrição de antibiótico.

 

Como aqui a menina é uma autêntica flor de estufa, a coisa desembocou para infecção respiratória e houve a toma de antibiótico depois de 5 dias de gripe!

 

E há montanhas de gente a queixar-se que "apanhou a gripe". O problema é que esta praticamente lhe foi atirada para o colo!!!

 

Quando foi na altura da gripe A, o tal H1N1, existiu uma elevada prevenção e promoção de comportamentos de risco, e felizmente houve uma contenção na transmissão. A partir daí a malta esqueceu-se que as gripes, TODAS ELAS, se transmitem pelos mesmos comportamentos de risco!

 

E entrar com sintomas de gripe numa instituição de saúde sem máscara é dar de graça, e atirar para os outros, o nosso sofrimento! Quem diz numa instituição de saúde diz no autocarro, no metro, no elevador, no trabalho,... enfim....

 

Conclusão não existe o mínimo de comportamento cívico para conter a contaminação! O pessoal perece que tem medo de colocar uma máscara!

 

Malta. Eu coloquei uma máscara quando fui ao Centro de Saúde para que me observassem depois de perceber que havia mais qualquer coisa. Não queria transmitir a mais ninguém, já bastava a malta em casa!

 

E à entrada do Centro de Saúde estava uma mesa com máscaras, e desinfectante para as mãos. Pensam que alguém passa por lá? Ninguém!!!!

 

E ao surgir uma pessoínha que está a tossir ranho, e a espremer a infecção para o lado, se lhe pedirmos para colocar máscara ela olha para nós como se fossemos loucos e com ar de quem nos quer matar (o que, dadas as circunstâncias, não é mentira). Esquecem que na mesma sala de espera estão crianças, grávidas e idosos, isto para não falar dos profissionais de saúde que correm um risco tremendo todo o santo dia!!!! Isto é justo????!!!

 

Pedimos para colocar a máscara parece um escândalo. Começam a dizer que a máscara incomoda, que não conseguem respirar bem com ela e mais umas quantas queixas irritantes. Só tenho uma coisa a dizer a estas queixas, fracalhões vulgo coninhas!

É um acto cívico colocar a máscara!!!!

 

 

Se incomoda?

Não é confortável, claro!

Mas para mim é um escândalo alguém que dá de graça aos outros o risco de ficarem doentes!!! E não agradeço a quem me atirou para cima a gripe que apanhei contra a vontade, e que ainda ando a sofrer com as consequência mesmo passadas as 3 semanas! A essa pessoa tenho a dizer que vá para o raio que a parta!!!

 

 

 

Educar os filhos dos outros

como educar.png

 

 

Educar deve ser das tarefas mais hercúleas que existem! E muitos são os livros sobre o assunto, é só ir a uma livraria que encontramos pediatras e psicólogos a discorrerem sobre o tema “educar”!

 

Como se deve fazer isto ou aquilo, se devemos dizer não ou sim, se damos uma palmada “pedagógica”, ou se a mesma irá causar danos permanentes no ego infantil! Se devemos deixar os meninos ficarem acordados, e a que horas devem estar na posição horizontal. Sim, porque a dormir já é outra história!!! Muitos são os pais que se sentem frustrados porque a realidade não lhes sai como dizem os livros! Muitos são os pais que acham que fazem tudo errado porque afinal o puto

 

E agora eu pergunto. Mas existirá mesmo especialistas em educação?

 

O que penso é que há opiniões. E nesse ponto cada um tem a sua.

Mesmo os ditos especialistas discordam em muitos temas essenciais! Como fazer então?


Não é a primeira, e certamente não será a última, vez que em reuniões de família surge uma cena de divergência de opinião. E claro, há sempre alguém com a mania que a sua ideia é a melhor e a mais válida. E se por acaso tem um filho mais velho essa convicção parece ganhar mais peso e força.

 

Claro que, eu tendo o filho mais novo sou considerada a “menos apta” para educar! E se há coisa que mais me aborrece, irrita e enerva é eu dizer algo ao meu filho e alguém, mesmo que seja família,  contradiz o que eu digo ou maldiz a minha opinião!!!


Que eu saiba ter um filho mais velho não atribui nenhum diploma de “Sou bom e melhor a educar”!


O que essas cenas familiares me obrigam é ter uma conversa com o meu filho em particular, e explicar-lhe a minha visão e a visão dos outros. Tentar que ele perceba que a opinião da mãe e do pai deve ser respeitada por ele. Felizmente o meu filho já vai tendo uma idade que dá para perceber algo como isso, mas é sempre um imenso aborrecimento ver que alguém pensa que a  nossa "orientação" é menos válida. 

 

Há uma coisa que ninguém se capacita, é sempre mais fácil educar o filho dos outros! Mas essa educação é tarefa dos pais! E desdizer o que um pai e uma mãe diz revela uma boa falta de bom senso.

 

A minha opinião até poderá não ser a melhor, mas é a minha. Eu sou a mãe, eu é que sei como devo proceder acerca de determinado tema consoante as minhas crenças e os meus valores. E a única pessoa com quem devo discutir sobre isso é com o pai do meu filho, e mesmo assim NUNCA à frente  dele!

 

Poderá a família dar opinião?

Talvez, dependendo da maneira como o faz e SEMPRE sem as crianças, ou adolescentes, estarem presentes! A opinião dos pais será a que deve prevalecer aos olhos de um filho e esta não deve ser desacreditada!

 

Pessoalmente dispenso opiniões alheias, principalmente se não as solicitar! Acho que o tema educar é tão dependente de nós, da nossa experiência, do que acreditamos, e mesmo sendo uma tarefa a dois não se revela nada fácil se começarmos a somar a esses dois mais números dá uma grande salgalhada, quer na nossa cabeça, quer na cabeça que se está a formar do nosso educando.

 

Maiores de 18

18anos1.jpg

 

A nossa sociedade não cansa de me espantar. Um novo vídeo foi banido do YouTube por conter nudez. Até poderei entender, já que dizem que viola as suas políticas. O que não entendo mesmo é como é que se faz um escândalo com um vídeo, e se avisa que a sua visualização é só para maiores de 18 anos, quando o que se vê é genitália! Daquela que toda a gente tem!!!

 

Genitália a dançar, divertida, com música engraçada e com sentido de humor! Como é que isto é para maiores de 18 anos??? E a violência é mostrada às claras em todos os locais!!???

 

Como é que um vídeo com nudez, e esta apresentada de uma forma cómica, é para adultos!? Não vão por desgraça os adolescentes pensar que as "pilinhas" e os "pipis" são assim! Cruz Credo!!!!!

Isso é para adultos mas a série do momento "Walking Dead" é para maiores de 16!!!???? E isto só para citar um exemplo porque senão este post ficava muito longo!

 

Porque ver "pilinhas" e "pipis" dançantes pode destruir a cabeça de um adolescente mas ver cabeças a estourar, miolos espalhados, tripas ensanguentadas, pessoas a serem comidas vivas, homens a matarem-se, maldade com o seu mais puro fel é construtivo, e os maiores de 16 já podem ver isso porque os ajuda a crescer!

 

Alguém que me explique?

 

Para quem quiser a notícia saiu aqui

E o tal vídeo, que tem o aviso para maiores de 18, está aqui.

 

Cuidado enquanto vêm o vídeo tapem a cara com as mãos e espreitem por entre os dedos! Não vá acontecer ficarem demasiado expostos a nudez e a boa disposição e sentido de humor!!!

Para o homem

diz-que-não-é-machista-armandinho.jpg

 Ontem, e como o meu carro está nos últimos suspiros, fomos dar uma volta a stands de automóveis. Não que nos interesse um novinho em folha mas para "sondar o mercado". Mas a razão não importa para aqui. O certo é que o carro será mais para mim, já que procuramos um que satisfaça os meus requisitos, e sou eu que o usarei para me deslocar ao trabalho, o resto da malta pode usar um pedómetro em vez de um conta quilómetros.

 

Da maioria dos locais onde fomos os vendedores viravam-se para o meu moço home. E no último, talvez por já estar cansada, aquilo começou a enervar-me. Porque em todos os carros vistos era eu que me sentava no carro, para verificar conforto e etc, era eu que iria realizar o test drive, e seria eu dizer a última palavra. E o senhor praticamente nem para mim olhava!!! Quando por fim, e estando os dois sentados à frente da secretária do senhor, este pede o nome e o contacto do meu marido, um olhar de esguela para mim do meu moço home deu-me o incentivo que faltava

- O senhor está a fazer como nos Bancos em que o 1º titular de uma conta de casal é o marido!

(vendedor meio atrapalhado) - Foi sem intenção de ofender mas é que por regra os homens percebem mais de automóveis...

- Pois, mas este carro será mais para mim.

- ... A senhora até tem razão... Porque aquilo que reparo é que eu falo para os homens, e mesmo que o carro não seja especificamente para a mulher, se ela não gostar o carro não vai!

 

Agora, pergunto eu, não seria mais inteligente, e mesmo que as mulheres, admito, na sua generalidade se estejam a borrifar para cavalos, cilindrada, poder de aceleração e velocidade máxima, não seria melhor falar para os dois elementos do casal?

 

Até porque se um olha para umas características o outro pode olhar para outras. E as mulheres, poderão ver melhor o conforto, facilidade de limpeza, estética interior e exterior...  Além disso, pode não ser tão impressionável e não se deixar levar pela impulssividade de adquirir uma bela "máquina"

 

Parece que há muito vendedor que necessita de uma formaçãozita de técnicas de venda!

 

 

 

Não quero ser vítima

Aqui há uns dias ao ler a notícia de uma jovem que foi raptada com 10 anos, Natascha Kampusch, que aos 18 conseguiu fugir e que entretanto conseguiu lidar com esse aspeto da sua vida, inclusivamente escrevendo livros levou-me, como muitas vezes, a pensar nesta sociedade.

 

Ao que parece Natascha tem sido acusada, agredida, e causa polémica. E tudo isto porquê?

Porque ela se recusa a “vestir” o papel de vítima!

 

É incrível como as pessoas que nos rodeiam sentem que as suas necessidades têm que ser as nossas.

 

Por experiência própria vivo isso! Recuso-me muitas vezes a vestir o papel de vítima. Sofro de uma dor crónica e com isso tenho a necessidade de lutar contra o meu aspeto cansado, pondo maquilhagem, algo que nunca usei até então, e é incrível como muda todo o meu semblante! Faço por sair de casa, sempre que consigo, quando muitas vezes a minha vontade é ficar deitada e quieta.

 

Opto por usar os meios disponíveis, nomeadamente cadeira de rodas, quando é necessário andar muito, para desfrutar de algo. E isso é um acontecimento que causa estranheza aos demais. Já me disseram que se eu não conseguia andar muito deveria fazer férias numa praiazinha sossegadinha em vez de andar a conhecer novos locais.

Mas porquê? Pergunto eu.

Será que a minha família terá que ser obrigada à clausura só porque eu tenho limitações?

Será que sou menos pessoa?

Usar uma cadeira de rodas quando preciso faz de mim inválida?

Evitar usar a cadeira faz de mim uma pessoa mais forte?

Será que já não é suficiente o que sinto para que tenha que complicar ainda mais?

 

Eu penso que não. Eu gosto de conhecer novos locais, gosto de fazer, de tentar, de ver, de sentir novas coisas… enfim… recuso-me a vestir o papel de vítima! Uso o que tenho a disposição para poder desfrutar o que a vida ainda me oferece. Para quê complicar mais algo que já é complicado. Mais vale aceitar e lutar com as armas que tenho à mão.

 

Noto, no entanto, que porque eu aprendo a lidar com o que tenho as pessoas pensam que já não sinto dor, ou não aceitam que eu consiga viver e tento desfrutar de algo, mesmo com a tormenta que se cala em mim. Não preciso de fazer alarde disso! Não preciso que os outros vejam eu tenho dor, não preciso de pena. Preciso simplesmente de viver os poucos momentos, já que a nossa passagem é curta, só isso!

 

VITIMA.pngRetirado da Internet. Não que eu seja fã do tipo, mas nesta ele acertou na mouche!

 

 

 

 

 

 

 

 

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