Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Tragam o sol! Ouçam as andorinhas!

Imagem retirada da net (obrigada a quem a disponibilizou)

 

 

Dona Andorinha acordou hoje muito atarefada. Há dias que andava para fazer o que tinha que ser feito mas hoje tomou a decisão final!

 

Iria ao Conselho de Primavera onde estão reunidos todos os que são importantes. Os rebentos de flores, as folhas verdes, a Sr.ª D.ª Cegonha, dama respeitada e com linhagem pura, muito bem acompanhada do seu marido, que nada diz e faz, só tem aquele ar sisudo como se estivesse a pensar algo, algo que esperamos que vá sair a qualquer instante mas que nunca sai! Palavras deixa-as para a Sr.ªDª Cegonha. O menino casulo de borboleta que todos esperam que diga e faça alguma coisa, já que tem muito potencial, mas que no momento do "vamos ver", não vemos é nada! E temos que esperar... e esperar... até que aconteça algo. Poderia contar-se com as Sr.ª Abelha mestra e com a Dª Vespa, mas esses só zuniam e nada faziam. Até a mosca nojenta, o varejão palerma se esperam que estivessem no conselho só para chatear e fazer barulho!

 

O que a D.ª Andorinha ia fazer era muito importante! Ela que tanto trabalho teve para alimentar os seus filhos, que tanto andou, que tanto penou, que tanto fez, iria agora ficar sem nada!?!

 

Nem que o Senhores do Consenso de Inverno se esmilhafrassem todos ela não ia deixar que lhe fizessem isso!

E não adiantava que lhe viessem dizer que ela tinha a mania das grandezas! Que andou a pensar em viver acima do que podia! Que só gostava era de muito sol e de flores, de brisas frescas e de ver chegar o verão sem grandes pressas. Ela queria era poder escolher o seu ninho e não ficar sempre com medo que uma qualquer enxurrada o levasse! Além disso  Dª Andorinha tinha os seus lindos filhos para alimentar!  

 

E hoje ela estava convicta e plenamente decidida!Iria apresentar uma Moção de Censura ao Inverno!

 

Já chega! Precisamos de sol! Dizia ela. Se não deixam vir o sol tudo o que quer despontar, crescer, florescer e aparecer, tudo isso fica tolhido, assustado e até pode fugir!!

E como podemos viver com tantas nuvens cinzentonas que não têm mais nada na cabeça senão mandar fazer chover?!?

 

Não esperava conseguir muito com a sua Moção de Censura, mas tentar não lhe fazia mal nenhum. Podia ser que assustasse o Consenso de Inverno. Que o fizesse pensar que têm que deixar surgir nem que seja só um bocadinho de Primavera, só um bocadinho de sol, só um bocadinho de brisa... que deixassem de ser tão amuados e mandões! Que vissem mais além do que as nuvens! Que percebessem que a terra se quer abrir para deixar sair a vida!

Mas aqueles senhores pareciam não ouvir ninguém...

Afinal ela não queria ter que ir embora tão cedo quando só agora aqui chegou!

 

A vida de Andorinha não é fácil! Pode parecer que gosta de grandezas, mas quem é que não gosta de um grande sol?

 

 

Linuxa Mi

 

Quem somos nós?

Imagem retirada da net (obrigada a quem a disponibilizou)

 

 

 

O que me define não são os meus olhos e cabelo castanhos, o meu pequeno nariz e o meu jeito particular de andar, isso quanto mais distingue-me ao olhar de outros, mas não, não me define.

 

Perceber que o corpo que transportamos é uma embalagem que nos carrega é uma tarefa que todos deveríamos assumir.

 

Na nova era da mente e do cuidado que lhe devotamos muito ainda está por fazer. Temos de uma vez por todas de nos mentalizar que devemos cuidar do que somos, da forma como encaramos a vida, os problemas. Não será isso certamente o factor decisivo caso o nosso eu nos resolver pregar uma partida, mas certamente poderá trazer alguma ajuda quando deixamos de ser quem somos e nos tornamos noutro ser que não é  compreendido, que ninguém o conhece e muito menos consegue lidar com ele!

 

Será que ajudará vivermos a vida com mais calma e de forma mais plena?

Será que ajuda tentarmos desfrutar os momentos com a sofreguidão de quem passa por eles só uma vez?

 

Ver alguém que nos é próximo desaparecer enquanto a embalagem, também ela envelhecida, mas reconfortantemente familiar ainda lá está é desesperante, revoltante e deixa uma pura sensação de revolta! Revolta essa muitas vezes dirigida até a pessoa que já não é ela, como se ela tivesse alguma culpa! Como se nós tivéssemos alguma culpa por nada fazer... por nada poder fazer...

 

Queremos trazê-la de volta e tentamos em vão fazê-lo...  ela não nos ouve, ela não compreende o que lhe dizemos, isso irrita-a, torna-a agressiva e isso aumenta, o já de si enorme, espaço que existia entre nós.

 

Mudar o que se passou, quando isso não está, nem nunca esteve nas nossas mãos, mudar uma vida que não foi vivida com alma, mudar a relação que existia entre nós, mudar, mudar,.... agora já não há nada a mudar!

 

Agora somos nós que temos que mudar, adaptar-mo-nos aquele ninguém que ali está.

Um ser que espelha toda a sua revolta sem saber porque é que está revoltado. Triste, intempestivo, obstinado, por vezes agressivo e ao mesmo tempo uma criança, humilde, que faz birras quando a coisa não lhe corre a feição, que mostra o que está a sentir sem pejo nem vergonhas, que não sabe quem é....

 

Tento descobrir como poder relacionar-me com esse ninguém sem raiva, sem revolta, com calma, uma calma que peço para existir, esperando que a vida me dê uma resposta para isto, para alguém que desaparece aos poucos tão cedo, para alguém que desaparece mas está presente. Embora saiba que não há respostas...

 

 

 

Pág. 2/2

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D