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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

A força de um palavrão!

Faz já algum tempo li um artigo do Miguel Esteves Cardoso sobre o palavrão. Nesse tal artigo, ele expunha a ideia de que os palavrões deveriam ser usados livre e inocentemente, pois se assim não fosse, e para citar o autor,  "...eles tornar-se-ão em meras obscenidades. E para obscenidade já basta a vida em si."

 

Já alguém, aqui na blogosfera, me incentivou a fazer um artigo sobre o poder de um palavrão. Pois é, Aquariana! Hoje chegou o dia de pôr o palavrão a funcionar!! E porquê hoje? Simplesmente porque alguém no meu serviço me disse que nunca me tinha ouvido dizer uma palavrão. A minha resposta foi - Ainda bem que não me ouves os pensamentos! Porque certamente se o conseguisses ficarias corado!!!

 

O palavrão consegue ser muito útil, por exmplo tem um grande poder analgésico. Quem não se entalou e soltou já um valente "c@r@lho? Put@ que pariu.... (nas reticencias está o alvo do tormento)", parece que a dor até atenua depois de soltar um despautério destes. Ahhhhhh....!

Imaginem agora se no lugar deste poderoso analgésico de primeira linha, se proferisse "Oh! Que maçada, aleijei-me a valer com....(novamente o alvo do tormento)", claro que a dor iria durar muito mais tempo e talvez até se tivesse que emborcar um paracetamolzito.

 

O palavrão serve para tudo, e está tão intrincado no nosso linguajar que até é largado em diretos televisivos, ou não se lembram do tão famoso "Ai fod@-se" do João Manzarra após uma queda inesperada do cantor Pedro Abrunhosa?

 

O palavrão serve para cumprimentar "Então pá? Tás fino c'mó c@r@lho!"; serve para soltar a nossa frustração "Estou a ficar ficar f&dido com aquele gajo!" ou "Não consigo fazer esta merd@! Put@ que pariu!"; serve para exprimir sentimentos "Amo-te c'mó c@r@lho!" (esta eu juro que ouvi, por mais estranho que pareça, não foi para mim, aconteceu é que eu ia a passar, por acaso=)); serve para ilustrar condições térmicas "Fod@-se! Está um frio do c@r@lho!", ou para aliviar-nos da pressão da crise "Fod@m-se lá os gajos do Governo! Onde é que eu gastei mais que as minhas possibilidades c@r@lho?" (e dito desta forma de certeza que não terão coragem de nos chamar piegas, e se tiverem também nos sairá uma resposta à maneira)

 

E na impossibilidade de o expressar verbalmente, embora o efeito não seja tão poderoso, pode pensar-se. Por isso hoje na minha mente, enquanto tinha que lidar com uma certa arrogância e falta de respeito pela minha ilustre pessoa, passaram-me coisinhas que nem com carateres a disfarçar conseguiria elucidar quem por aqui passe.

 

O meu tento acha que o palavrão é sim uma palavra de muita utilidade, e claro com muito valor e não pensem espetar-lhe com o acordo ortográfico em cima! Ou acham que ficaria bonito dizer "Qui caraca!" ou "Putis grilo". Terá que ser sempre à boa maneira portuguesa de peito cheio e com vigor (nem que seja no vigor de um pensamento livre)

 

 

2 comentários

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    golimix 09.02.2012 17:22

    É engraçado como a algumas pessoas não fica mal e a outras sim!
    Eu tinha uma colega que era um exagero em cada frase metia sempre um, e passavam ao lado, não lhe ficavam mal. A mim ficam-me mal.
    Os meus colegas andam na perseguição para ver se me conseguem fazer soltar um, vamos ver o quanto aguento sem os mandar para....
    ;)
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