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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Não há céu...

Não! O meu computador ainda está em crise, mas eu surripiei o portátil, pois tinha este artigo às voltas na cabeça desde que li um artigo de um blogue que sigo, de alguém que admiro, aqui longe, do meu teclado, alguém que eu sei que existe do outro lado e faz suas palavras caminharem por este maravilhoso Universo.

Esse alguém chama-se João Gomes Néné (nome do perfil) e o seu blogue é Pimenta e Ouro.

 

O tema é algo que até fujo escrever, sei que por mais que pense eu própria não chego a nenhuma conclusão cem por cento fiável. Mas para mim a minha conclusão é válida, tal como diz na  "pimenta e ouro", esta é somente a minha opinião, um pouco do meu eu...

 

Qual será o nosso destino além morte?

 

Fui educada, por pais de origem Transmontana, de uma aldeia bem interior, o que para o caso tem alguma importância, pessoas viajadas, mas que mantiveram a sua origem intacta, eu fui educada no extremo religioso. Curiosa, a querer explicações que não me convenciam, acabei por me afastar da religião em que fui educada. Não há céu...

Depois de muitas leituras, de algumas vivências limite, de um filho e de algumas aprendizagens, porque aprendo até perecer.
Acredito, sei,  que somos energia e assim que o corpo deixar de funcionar a nossa energia funde-se com o Cosmos, com a imensidão do Universo, em algo que não temos capacidade de imaginar, que a nossa mente não consegue antever, não seremos mais nós, mas existiremos de alguma forma. Estaremos juntos e faremos parte de um todo maravilhoso. E que somos energia é inegável, e essa não se extingue. Como destruí-la? Como acabar com ela?

 

 Voltando muito atrás, aos "lagartos" gigantes, pensando bem afinal os dinossauros não desapareceram por completo... Estão mais vivos agora do que quando deambulavam por este mundo! Isso poderá levantar outra questão. Afinal o que é viver?


Tenho alma romântica, talvez algo poética, mas acho que muitas pessoas que deambulam neste mundo, que as vemos e lhes tocamos, não vivem. Vivem mais algumas pessoas que não lhes podemos tocar e abraçar, mas que se deixaram ficar... deixaram ficar um pedaço de si, e quando este pedaço se extinguir ainda estarão cá. Afinal não fazemos parte de um todo? E o todo só é importante se existirem as partes.

 

Alguém muito cético me diz com frequência  "Estamos cá, foi fixe, ponto. Que fazer? Fazer com que a nossa passagem valha a pena. Tão Somente."

 

Eu digo o mesmo, e acrescento, tentemos com que valha a pena, deixemos a nossa energia fluir para o Universo sabendo que vivemos, que estivemos presentes, e que agora cumprimos a outra das nossas funções, existirmos sem existir, tocar sem sermos tocados, e sermos sem saber que somos... e quem sabe talvez um dia todas esta energia fluente servirá para construir outro Universo, outras vidas, outros existires...

 

Romance? Talvez....

 

Pois Sr. João, a sua Pimenta e o seu Ouro estarão sempre por cá, e de alguma forma também estará. Não só as suas palavras mas as de muitos que aqui deixam o seu ser, a sua alma... e quando as palavras se extinguirem, mesmo assim perdurará algo que não é de todo explicável, mas que existiu e contribuiu para um todo cósmico, Universal.

 

Afinal na destruição de um átomo criamos energia e partículas e da tentativa de destruição destas ainda resultará sempre e algo e nunca um nada. O nada, o vazio... temo que nem dentro de um buraco negro se encontre, esse que tudo lhe foge em vão, que tudo agarra, que tudo prende, até esse nos transmite algo... quem sabe fruto de tudo que absorve... quem sabe não está outro mundo do lado de lá?

E continuo a questionar-me, tal como muitos já o fizeram "Mas que raio sabemos nós?" (talvez isto dê outro artigo... passo a vida a divagar...)

 

Nada sabemos, só nos resta existir e fazer com a nossa energia flua... de modo a poder trazer algo a esta beleza que nos suporta.


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