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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

- PARTE II - A magia de Lanzarote

A mística da ilha de Lanzarote assenta na crença, de alguns, que ela será o cume da perdida cidade de Atlântida.

Seja como for é certo que a vida nem sempre foi fácil para os seus habitantes, primeiro porque ficavam na rota dos piratas e eram muitas vezes saqueados por estes, depois porque eram uma colónia desejada pela sua localização ficando apenas a 70 milhas de África. Até o nosso Infante D. Henrique enviou mercenários à ilha para afugentar de lá os seus habitantes. Mas teve azar! Eram duros.

Também há o facto de não existirem na ilha nascentes, a água, em tempos remotos, tinha que ser transportada dos navios pelos camelos. Agora esses camelos são usados para fins turistícos, quem quiser pode ser sacudidinho no lombo de um. Eu passei!

 

Para acrescentar a estes factos ainda há o grande cerne da questão, ali, naquele pequeno espaço de terreno com mar à volta, existem cerca de 300 vulcões!!! Um deles esteve em actividade 19 dias ininterruptamente e com uma erupção que durou 6 anos e que acabou em 1736! Esta erupção há relativamente pouco tempo (276 anos neste caso não é muito) modificou por completo a paisagem da ilha. Ficou com um ar de lua e árida.

 

Onde se nota este ar de lua, e de onde foram retiradas imagens para que os astronautas da Apolo13 se preparassem para a paisagem lunática, foi no parque de Timanfaya.

 A visita a este parque é feita num circuito em autocarro, nada de carros pessoais lá. O autocarro pára em pontos específicos mas não deixa ninguém sair. É uma zona protegida. As fotos que conseguimos tirar foram de dentro do autocarro, portanto não fosse já a qualidade da máquina ainda houve este senão. Mas acho que dá para ter uma ideia. AH! Em muitas das fotos retiradas nota-se o ar de neblina, pressuponho que seja pelo vento presente na ilha que espanta a poeira do chão.

 Uma cratera dos muitos vulcões que vimos.

Um desses vulcões, não completamente extinto, é aproveitado para que um pequeno restaurante realize aí alguns grelhados aos turistas das excursões demonstrando como a terra ainda arde ali, mesmo por baixo de nossos pés!

Não comi o grelhado mas tirei foto ao ferro em brasa.

 

 O meu tento continuará....




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