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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Corremos... e corremos para lado nenhum!

Li um artigo da revista expresso que ficou em mim a "remoer", não sei isto acontece a outras pessoas, mas comigo vem-se tornando um hábito. Leio qualquer coisita, acho interessante, mas enquanto o olhar distrai, as palavras ficam-me a rodear o pensamento até que resolvem sair, resolvem expressar-se e ganhar forma, a minha forma, a forma de outros olhares que se confluem nos meus.

 

O artigo de falo foi escrito por Eduardo Sá, um psicólogo manhoso com a escrita, daqueles que depois nos diz, com a sua voz (soporífera, neste caso) "Essas são as suas conclusões, cada um vê nas palavras aquilo que precisa ver", a sua escrita tem sempre muitas entrelinhas e de facto cada um vê nas entrelinhas aquilo que lhe faz mais sentido. Não sei se o texto que li na revista Expresso, de 21 de Julho, tinha muitas entrelinhas mas sei aquilo que apreendi, talvez porque me faça de facto muito sentido.

 

O artigo dizia que corremos demais sem sair do lugar, e pela segunda vez vou falar de hamsters, tal como Eduardo Sá, desta vez para exemplificar o quanto corremos e corremos motivados por um nada que nos leva ao epicentro de um furacão de cansaço, e quando o cansaço esmorece perguntamo-nos - "Mas tanta correria para quê?", "Para onde quero ir?" e antes de obter a resposta continuamos a correr, tal  como um hamster o faz na sua rodinha, motivado por algo e indo para lado nenhum! 

 

Temos que aprender a ouvir... Precisamos de aprender a ouvir os outros, para nesse espelho nos ouvirmos também.

 

Precisamos de escutar as histórias ao nosso lado, de sermos nós, de deixarmos de correr para lado nenhum. E tal como apreendi nas palavras de  Eduardo Sá, no seu artigo, devemos deixar as pequenas fadigas diárias, como omissões, muitas vezes sem sentido, palavras que se escondem sem razão que nos magoam e que tomam proporções (muitas vezes) exageradas magoando-nos cada vez mais, a nós e ao outro, que entretanto se perdeu no mar das nossas emoções. Tons picantes com que nos falam e que  às vezes trocamos por desalento, lágrimas ou até por setas em sentido inverso, num rodear que não tem termo. Desventuras, que não nos orgulhamos, e que não conseguimos encaixar como sendo nossas.

 

Corremos num quotidiano que queremos que seja diferente, ansiamos para que o seja, mas que não fazemos mais do que torná-lo igual, muitas vezes esquecendo-nos de nos sentarmos e ... de ouvir... sentir, prestar atenção... nós estamos lá! É só parar de correr. E tal como dizia Marta M no seu artigo, esperar que a alma nos alcance!

 

Fará sentido esta correria surda? Fará sentido não tentar parar e ouvir as nossas histórias e as histórias que têm para nos contar?

 

E correr por correr mais vale corrermos para quem nos escuta e paremos para escutar também...




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