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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

À estalada!

 

Imagem retirada da net

 

 

Hoje foi dia de reunião lá na Escola, e dias de reunião são sempre bons para escrever um artigo aqui para o meu espacito.

 

Primeiro, acho uma piada ao estatuto do aluno, onde toda a responsabilidade do sucesso Escolar é imputada aos deveres e direitos dos alunos. E o Estado? Onde fica?

Com mega turmas, como e onde está a tal qualidade  que os alunos têm direito?

Sabem o que vos digo? Má altura para se ser professor. Muito má! Os alunos por outro lado não tem outro remédio senão serem alunos.

 

Outra coisa muito interessante foi o facto de uma mãe ter pedido explicitamente à professora para que quando a filha se portasse mal, e portar mal significa ficar a olhar para a afia em vez de trabalhar, ou falar, apesar de se ter pedido silêncio. O que esta mãe diz em todas as reuniões, desde o 1º ano, é pedir que os professores dêem um estalo à filha. E pede de forma insistente que lhe batam!

 

Ora, um dos meus pontos para levar para discussão para aquela reunião era precisamente sobre um professor que tem o terrível hábito de fazer dos miúdos saco de boxe, e estava ali, aquela excelentíssima senhora a dizer que seria legitimo os professores baterem à sua filha.

 

Eu sei... devia ter-me calado! A filha não era minha! Mas bolas! Uma das sua reivindicações era que lhe batessem à frente dos colegas!! Não me calei. Que burra sou! Não me calei.

 

Expliquei, ou tentei explicar, mas acho que o meu tento não conseguiu, que a Escola era um local que deveria educar para a cidadania e bater aos alunos não era um acto nada cívico!

Claro que a senhora reiterou que estava a dizer para bater à filha dela e não ao meu. Mas é o princípio que está em causa! Será que é normal bater a um aluno em frente aos outros? Caramba! Isso não é agressão?

Então existe um professor que bate aos miúdos quando eles não estão calados e há pais que acham isto normal e até incentivam!

Estarei doida??

 

É assim que resolvemos os problemas?

É assim quer ensinamos a resolver os problemas?

À estalada?

Bem, é que se eu desse uma estalada a todos os que se portam mal comigo ou me chateiam, já teria distribuído muitas por aí!

 

Mas pelos vistos não resulta! Porque com o que a miúda apanha forte e feio, ainda não resolveu nada!

 

E como a discussão estava a ficar acesa a professora mandou-nos calar... Ok! Portei-me mal! Agora batam-me!

 

 

 

3 comentários

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    golimix 13.11.2012 08:28

    Eu odiava a professora que me bateu pela primeira vez! E a bem dizer a única que o fez. Numa das vezes quis repetir a graça porque me enganei num problema em matemática e eu desviei-me ela mandou um trambolhão do estrado, que ainda se encontrava lá deste a época do Salazar. Toda a turma riu e ela mandou-me para o lugar.
    Tremia de medo sempre que ia ao quadro porque quem se enganava levava uma estalada. E as mães aprovavam a técnica!!
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    Sara 13.11.2012 11:21

    A minha professora distribuía palmadas nas mãos com frequência, eu própria levei algumas. Ás vezes la caía uma palmada na cara e também não estávamos livres de ir ao quadro e levar com o ponteiro em cheio na cabeça. Verbalmente também não era nenhum doce e não se coibia de nos chamar burros ali mesmo á frente de todos....A minha mãe aprovava porque quando ela própria andava na escola o método era este, ou pior...Ela conta que tinha colegas que ficavam com as mãos em sangue da palmatoria. Ah e o estrado maravilhoso! Nós também tínhamos, um altíssimo...Um vislumbre salazarista em plenos anos 90.

    cumps
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