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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Tragédias de amor

Amor? Obsessão? Paixão? Desejo?

 

A alma humana busca incessantemente pelo amor. Nada é igual sem o amor. Tudo tem mais cor, conseguimos levitar, conseguimos chegar às nossas entranhas, conseguimos tirar de nós o melhor e em muitos casos o pior! Apossados da mais forte droga existente no planeta.

 

Cientistas tentam explicar o amor com reacções químicas, impulsos eléctricos neuronais. Mas a alma não se consegue explicar...

 

E muitas vezes o grande amor está ao lado de uma grande tragédia. Assim nos levam a crer os grandes clássicos;

 

Inês de castro e D. Pedro, uma história que estivéssemos nós em Hollywood e teria sido dissecada até ao tutano! Tem tudo para ser um autêntico sucesso de bilheteira! Política, intriga, amor, obsessão, loucura, vingança e morte!Muita morte!

 

Marco António e Cleópatra, um amor cheio de política, intrigas e desconfiança. O poder do amor que rivalizava com o poder político. Quem venceu?

Hummm... Os dois suicidaram-se dando-se eles por vencidos.

 

Páris e Helena, cujo amor levou a guerra entre Espartanos e Troianos. Um romance recheado de tragédia, mas que nos deixa com a estratégia guerreira do Cavalo de Tróia e com o tendão de Aquiles. Um amor que destruiu Tróia e deixou muitos heróis para a história!

 

Romeu Montecchio que se apaixona pela proibida Julieta Capuleto, um amor que luta contra a rivalidade familiar, termina em tragédia! Não após de esgotadas todas as palavras nos extensos diálogos de William Shakespeare, que ficará para sempre recordado com esta sua obra.

 

 

Catherine e Heathcliff, outro amor recheado de vinganças, raivas, paixão e tragédia. Uma história que nos é trazida da fazenda Monte dos ventos uivantes, o famoso Monte dos vendavais, onde nasce uma paixão avassaladora entre a aristocrata Catherine Earnshaw e o órfão Heathcliff, adoptado pelo patriarca da família. Heathcliff vai mostrando nuances de uma personalidade atormentada e vingativa, numa alternância de sentimentos que, de tão intensos, oscilam constantemente pela ténue linha que vai da sanidade à loucura. Uma loucura que consome o amor e Catherine. Claro! Tragédia!

 

Amor de perdição, só o nome já faz antever o que aí vem! Um Romeu e Julieta à portuguesa, com algumas nuances. Simão Botelho e Teresa de Albuquerque têm uma paixão proibida, outra vez a rivalidade familiar na baila, mas nesta história eles não se matam, deixam-se morrer, ela de tuberculose e ele doente de amor. Aqui quem se suicida é Mariana que entra na história e se apaixona por Simão. Camilo Castelo Branco não poupou nos caixões!

 

Tristão e Isolda um romance, uma lenda... a história centra-se no trágico amor  entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa Irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda, ao que tudo indica de origem céltica, foi contada e recontada em muitas e diferentes versões ao longo dos séculos. E nem preciso de dizer que após muitas desventuras termina em morte. Este é o filme que aconselho -  Tristão e Isolda -

 

E claro, Anna Karennina e o seu impetuoso Conde Vronski, que a leva a ser consumida por um amor extraconjugal. Um romance à boa maneira de Tolstói. Traição, loucura, mais uma vez intrigas e vingança. Com uma adaptação para filme em 1997 que conta com a bela Sophie Marceu. E temos agora em cena uma nova versão deste romance em filme - Anna Kanenina -

 

Em nem falo desta nova moda de humanos que se apaixonam por vampiros! No meu tempo a tradição era espetar-lhes uma estaca agora temos as moças a suspirarem pelo seu vampiro! Tempos de agora....

 

E eu pergunto-me porque será que gostamos de uma boa tragédia romântica?

Que levará o ser Humano a escrever sobre o amor de uma forma trágica?

Lemos um livro destes e dizemos, "Que grande romance"! Mas tudo termina mal e em morte! Onde descobrimos a grandeza?

Num amor que existe nos apesares?

Num amor que muitas vezes perdura após a morte?

Será que é amor? Ou será obsessão em muitos casos?

 

Eu tento perceber a grandeza de um amor trágico, de um amor que não teve a vida! Grandes clássicos e grandes leituras. Obsessões, loucuras, intrigas, aventuras e desventuras tudo para apimentar a nossa insaciável vontade de ver o amor acontecer. Forte, intenso e com  muita lágrima!!

 

 

Imagens retiradas da internet

 

4 comentários

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    golimix 12.12.2012 09:10

    E o que é a alma gémea?
    Qual a definição de alam gémea?
    Não será a alma gémea uma invenção da sociedade?
    Será muitos procuram-na incessantemente e como não encontram a "definição" esquecem-se de olhar para o lado e serem felizes?

    Hoje acordei assim... espero que passe até ao fim do dia....

    Bjix
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    Jorge Soares 12.12.2012 11:41

    Com a vossa permissão, vou meter o meu tento na conversa... não resisto a uma perguntas destas.... (belo post que isto dava!)

    O nome alma gémea é sem duvida uma invenção da sociedade... teria que haver uma alma para que pudesse existir uma gémea dela ... começa logo porque alma é uma invenção da sociedade.. mas voltando à tua questão o conceito em si existe e é muito real.

    Todos nós em algum momento das nossas vidas nos sentimos sós e de uma forma ou outra procuramos colmatar esse vazio , e é nessa procura do preenchimento que se enquadra a questão. Há a quem lhe baste uma amizade, alguém que saiba ouvir, e há quem precise de muito mais que isso para se sentir preenchido.. quando é este o caso há quem lhe chame amor... ou paixão nas suas muitas formas... há quem lhe chame alma gémea.... eu prefiro chamar-lhe aquele que naquele momento nos preenche o vazio e a solidão.

    Não sei se fiz sentido.. mas pronto, é isso.

    Jorge
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    golimix 13.12.2012 09:11

    Bem, talvez o que interesse seja o facto de sermos felizes. De encontrarmos alguém que nos preencha, tal como dizes, mas será preciso que para isso teremos de lhe chamar "alma gémea" para que nos faça sentido.
    Por vezes as demasiadas definições e conceitos estragam o que não se pode definir e só sentir, o amor...
    Sou uma romântica, mas daquelas que acham que as palavras ficam muito aquém do sentir.
    O ser humano é um ser social, e na sua generalidade não gosta da solidão. Mas o amor vai muito para além da simples "falta de alguém".

    Hummm... realmente isto dava um post super interessante!
    Obrigada pelo teu tento deu para pensar no assunto, coisa que não fazemos no dia a dia (não é pensar! É pensar sobre isto. )

    Bjix
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