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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Perfeita imperfeição

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Buscar a aprovação dos outros sem querer transformou-se numa meta. Mas nunca seria perfeita. Em adolescente não era bonita o suficiente porque o cabelo fraco e escorrido não deixava. Já dizia a minha mãe, enquanto segurava com olhar de desdém uma mecha do meu triste cabelo, “Se tivesses um cabelo melhor serias bonita”, isto para não falar das orelhas, ligeiramente abanico e assimétricas, que pouco ajudavam à festa e teimavam em aparecer por baixo do parco cabelito. E se alguém da aldeia dissesse, “A sua filha é uma das moças mais boinitas da aldeia”, havia sempre uma palavra para chamar à razão, um fazer descer à terra do lunático(a) que proferia tal barbaridade! “Mas já viu fulana de tal!? Já viu aquele cabelão que ela tem! E o corpo de mulher?”. Pois… também era demasiado magra…

 

E como se não fosse suficiente havia a minha personalidade, demasiado impulsiva, demasiado coração na boca, vontade demasiado forte e demasiada emoção e pouca razão. E por falar em pouca. Era pouco carinhosa, tinha pouca diplomacia, pouco prendada para a costura, pouco mulher, pouco quieta…

 

As inseguranças perseguem durante anos, e durante anos queremos nos livrar delas. E quando pensamos que o fazemos lá aparece uma a espreitar. Isto porque agora a busca pela perfeição permanece. Será pedir muito que gostem de mim como sou, uma perfeita imperfeição?

 

Srerá por tudo isso que não lido bem com a crítica, nunca lidei. Talvez porque me mostrem o óbvio, não sou perfeita. Provavelmente nem eu me aceito como uma perfeita imperfeição. Mas mostrarem por A+B que eu errei, quando eu já sei que o fiz, transtorna-me. Eu nunca esfrego os erros na cara dos outros e espero que tenham a mesma consideração comigo.


Exporem-me os meus erros faz-me ver que nunca terei o que quero, nunca serei boa em nada. Atenção, não que eu não saiba que se erra, que se aprende com os erros, mas tem alturas que me parece que os meus erros não são aceites. E isso faz-me questionar,

Será que erro demais?

Serão que os meus erros são assim tão maus de aceitar?

Será que serei mais fácil de amar sem erros?

 

Tem dias que acordo e gostaria de não ser quem sou. Porque olho para o lado e vejo que os mesmos comportamentos nos outros são aceites e tidos como “deixa lá!”. Mas comigo dão sempre um relambório de “podias fazer melhor”

 

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