Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Preciso que venhas morte

eutanasia1.jpg

 

Devo ser das poucas pessoas que ainda não emitiu opinião sobre um tema polémico como a Eutanásia. Polémico, ou talvez não.

 

Para mim a solução é mais que simples, sou plenamente a favor da aprovação da lei.

 

Não quer dizer que não luto e lutarei pela vida vivida, pela dignidade e, claro, pela liberdade de decisão.

 

Decidir a favor da eutanásia não quer dizer que os profissionais de saúde vão desatar a eutanasiar pessoas sempre que elas digam "quero morrer". Óbvio que não! Nenhum profissional, a menos que seja um serial killer, e para isso não necessita da aprovação da lei, o fará de animo leve. Sempre existirá uma luta pela vida! Mas a eutanásia dará a liberdade a cada um, de poder escolher quando não quer sofrer mais, quando quer acabar com a falta de dignidade que sente em si. A escolha será única, e obviamente, bem acompanhada.

 

Não posso ser contra essa decisão individual e a aprovação dessa lei quando já vi o sofrimento espelhado em cada poro de um ser humano. Quando os seus olhos pediam um fim.

 

Se eu seria capaz de lhes trazer esse fim pretendido? Eu talvez não. Existe para os profissionais de saúde o que se chama de "objecção de consciência". Eu não sou corajosa. Mas há quem tenha essa coragem e que saiba que um bem maior está em jogo e o porá acima de si. Isto para vos dizer, que não será obrigatório a execução da lei só porque ela existe!

 

Mais pergunto. Se com os nossos animais de estimação lhe  acabamos com o sofrimento, eutanasiando, dando dignidade no fim da vida. Porque é que o ser humano não tem direito a ter essa dignidade? Aliás, no caso humano até será da sua exclusiva decisão! Não serão outros a decidir por si.

 

Obviamente a eutanásia não implica que não se cuide, que não se lute pelos cuidados paliativos e por dar alguma dignidade a quem decide continuar apesar de tudo. 

 

Ouço muitas vezes dizer que existe medicação para aliviar o sofrimento. Desenganem-se. Não há medicação alguma que não tenha um limite de dosagem! E ao chegar a esse limite o sofrimento continua lá, estampado! E quem somos nós para mensurar o sofrimento e dizer "aguenta"! É assim...

 

A dignidade da vida vivida, e esse presente, já lhes foi tirado não lhes tiremos também o direito de decidir o fim.

 

 

 

 

4 comentários

  • Imagem de perfil

    golimix 26.02.2016 08:24

    O caso da depressão é muito específico e, nesse caso, tenho dificuldade em decidir com certeza.
    Casos há em que não tenho dificuldade. Penso é que o processo, apesar de forçosamente ter que existir, não deve ser tão moroso. Há pessoas que não têm os 8 meses. Tenho um familiar muito próximo cuja irmã, com uma neoplasia com mau prognóstico, e já cheia de dores, se atirou de uma janela. Isso será digno?
  • Imagem de perfil

    Andy Bloig 26.02.2016 16:56

    Pelo que tenho lido, na Bélgica é um sistema idêntico ao de 7 estados americanos, onde é necessário ter 10 a 12 encontros com vários tipos de especialistas sobre vários assuntos. Se todos estiverem de acordo, o processo avança em 2 a 3 semanas. Por isso é que demora 6 a 8 meses.
    No caso da Suíça , são necessários um relatório positivo de um psicólogo e o relatório do especialista da área em que a pessoa está com problemas.
    Pelo que tem dito sobre a, possível, orientação para a nossa legislação, seria a lei belga.

    É que aquele caso de depressão já foi usado por um deputado como sendo o exemplo do que não deve ser possível... e que se a lei permite aquilo, qualquer pessoa o poderia fazer. (Para quem ouviu aquele discurso, ficou a pensar que a rapariga se limitou a dizer que não queria viver mais e está no "corredor da morte"... quando precisou de 2 tribunais que dissessem que os relatórios que apresentou podem ser enquadrados na lei do sofrimento atroz.)
    Se avançarem para uma lei destas, é preciso existirem situações específicas onde os profissionais de saúde, possam enquadrar as situações. Darem as informações e a pessoa tomar a decisão com base no máximo de conhecimentos que possa obter.
    Infelizmente, quem não tem dinheiro para tratar de um processo (moroso e muitíssimo caro) na Suíça ou nos EUA, acaba na situação como essa pessoa que referes...
  • Imagem de perfil

    golimix 27.02.2016 10:31

    Li um artigo onde compram o tal barbitúrico no mercado negro e que custa à volta de 500 euros! E já existiram portugueses a adquiri-lo.

    Claro que irão existir situações específicas, mas obviamente ainda serão mais ponderas! Não se eutanasia ninguém por "dá cá aquela palha!
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Mais sobre mim

    imagem de perfil

    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D