Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Não quero ser vítima

Aqui há uns dias ao ler a notícia de uma jovem que foi raptada com 10 anos, Natascha Kampusch, que aos 18 conseguiu fugir e que entretanto conseguiu lidar com esse aspeto da sua vida, inclusivamente escrevendo livros levou-me, como muitas vezes, a pensar nesta sociedade.

 

Ao que parece Natascha tem sido acusada, agredida, e causa polémica. E tudo isto porquê?

Porque ela se recusa a “vestir” o papel de vítima!

 

É incrível como as pessoas que nos rodeiam sentem que as suas necessidades têm que ser as nossas.

 

Por experiência própria vivo isso! Recuso-me muitas vezes a vestir o papel de vítima. Sofro de uma dor crónica e com isso tenho a necessidade de lutar contra o meu aspeto cansado, pondo maquilhagem, algo que nunca usei até então, e é incrível como muda todo o meu semblante! Faço por sair de casa, sempre que consigo, quando muitas vezes a minha vontade é ficar deitada e quieta.

 

Opto por usar os meios disponíveis, nomeadamente cadeira de rodas, quando é necessário andar muito, para desfrutar de algo. E isso é um acontecimento que causa estranheza aos demais. Já me disseram que se eu não conseguia andar muito deveria fazer férias numa praiazinha sossegadinha em vez de andar a conhecer novos locais.

Mas porquê? Pergunto eu.

Será que a minha família terá que ser obrigada à clausura só porque eu tenho limitações?

Será que sou menos pessoa?

Usar uma cadeira de rodas quando preciso faz de mim inválida?

Evitar usar a cadeira faz de mim uma pessoa mais forte?

Será que já não é suficiente o que sinto para que tenha que complicar ainda mais?

 

Eu penso que não. Eu gosto de conhecer novos locais, gosto de fazer, de tentar, de ver, de sentir novas coisas… enfim… recuso-me a vestir o papel de vítima! Uso o que tenho a disposição para poder desfrutar o que a vida ainda me oferece. Para quê complicar mais algo que já é complicado. Mais vale aceitar e lutar com as armas que tenho à mão.

 

Noto, no entanto, que porque eu aprendo a lidar com o que tenho as pessoas pensam que já não sinto dor, ou não aceitam que eu consiga viver e tento desfrutar de algo, mesmo com a tormenta que se cala em mim. Não preciso de fazer alarde disso! Não preciso que os outros vejam eu tenho dor, não preciso de pena. Preciso simplesmente de viver os poucos momentos, já que a nossa passagem é curta, só isso!

 

VITIMA.pngRetirado da Internet. Não que eu seja fã do tipo, mas nesta ele acertou na mouche!

 

 

 

 

 

 

 

 

Religião ou política

 

 

Religião-e-Sociedade-1.jpg

 Há uma regra muito simples para evitar grandes discussões ou chatices. Essa regra é tratar de evitar certos assuntos polémicos. Ora a polémica estala, quando há divergências de opinião, quando falamos temas relacionados com política ou religião.

 

Normalmente quando se discutem esses temas, quer no meu local de trabalho, ou com pessoas que não tenho à vontade, tento estar mais no papel de observadora e calo-me. Posso emitir uma ou outra opinião, mas sempre suavemente sem “armar muita onda”.

Primeiro porque sei perfeitamente o grupo onde estou inserida e ser a ave rara do local não é uma posição fácil e simpática. Depois, porque há malta que por muitos argumentos que dês nunca vai entender o que se lhe fala! Como se da nossa boca saíssem uns hieróglifos incompreensíveis!

 

Ora, aqui há uns dias quebrei a minha regra de “evitar discutir política e religião”. Isto porque questionaram de forma muito direta;

O teu filho nunca foi à catequese!!!? Porquê?

 

 

A minha resposta foi simples e que me veio à cabeça, "Porque não sou católica!". Arrependi-me mal olhei para as caras em choque à minha frente! Poderia ter respondido, “Porque não!”, e a maioria pensava que o meu filho não foi à catequese porque me ocupava os sábados todos, como acontece a muitos quando os filhos deixam de ir... Nesses casos já não há muita força de vontade para cumprir a religião. Fazem a primeira comunhão, porque essa tem mesmo que ser, e pronto.

 

Mas disse a verdade, e essa mesma verdade choca muita gente. Quando expliquei que não sou católica porque a mim é que me choca uma religião cujos ensinamentos são baseados no pecado, na dor, no sofrimento e na aquisição de pontos para a entrada no paraíso. E que não posso gostar de um Deus assim! Que para mim Deus não é isso.

 

Continua a inquisição. Perdão, o inquérito.

 

- Mas afinal que religião tens?

 

- Nenhuma.

 

- Oh! Estás a brincar, és católica só que não praticante.

 

- Não. Não sou católica. Ponto. Isso quando de se ser católico e não praticar os fundamentos da religião a que se pertence é algo estranho... mas adiante.

 

- Não pode ser!!! Mas não acreditas em nada? Não Sentes nada?

 

Explicar que para viver a minha espiritualidade, ou senti-la, não preciso de ter religião, é algo que não é aceite nas cabeças da maioria!

 

A meu ver a religião controla demasiado as cabeças, limita visões e prende o espírito.

Respeito (fanáticos à parte, como é lógico) todas as religiões, e se cada um se sente bem com a que tem ótimo. Eu não me senti bem na religião católica, para a qual fui educada, como a gigantesca maioria dos descendentes de portugueses. O problema é que a maneira como me educaram, nessa mesma religião, não me aproximou dela e teve, sim, o condão, de me afastar.

 

Reger-me por princípios morais não quer dizer que estes tenham que advir de alguma religião, e se não os seguir estou a pecar. Quer dizer que os princípios morais deveriam ser unânimes independentemente das religiões.

 

Mas a tolerância para com outras crenças é um pouco diminuta.

 

E assim foi... agora imaginem se me ponho a falar das minhas ideias políticas num local geográfico onde o PSD impera? Era a morte!

 

Todas as asas voam

Foto retirada na minha traquitana

 

As asas de uma gaivota têm dificuldade em voar

vontade não lhe falta,

inspiração também não,

mas as suas asas não a ajudam!

 

Ela fica furiosa com as suas asas

entristecesse-se com elas,

acha-se inútil porque já não consegue voar tão alto,

e esquece-se que consegue voar...

 

Esquece-se que não está sozinha apesar do mar ser imenso.

Mas é sozinha que tem que perceber como voar,

é sozinha que tem que saber aceitar as suas asas como elas são agora

e é sozinha que tem que se enfrentar.

 

Pensamos que enfrentamos o mundo e muitas vezes é muito mais difícil enfrentar-mo-nos!

Enfrentar as nossas fraquezas,

medos e temores,

ansiedades e sobretudo aceitar...

Não digo gostar do que nos surge mas tão somente aceitar...

 

Volto assim...  continuando a tentar {#emotions_dlg.smile}

uns dias conseguindo e outros não {#emotions_dlg.redflower}

 

 

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D