Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Carinhos

mensagens.jpg

 

Numa conversa casual duas colegas falavam que achavam estranho as frases carinhosas entre maridos e esposas proferidas muitas vezes em público. E como que troçavam  com quem era carinhoso achando que essa "fase" já passou.

 

Não é a primeira vez que ouço pessoas a troçar com casais que são carinhosos entre si. Ao que parece chamar "querido(a)" e "amor" ou algo do género é considerado entre casais, casados, entenda-se, fastidioso, estranho e muitas vezes motivo de troça.

Apesar de compreender que até há muitas pessoas que não apreciam demonstrações de afecto em público, esta questão das frases carinhosas leva-me a algumas conclusões...

 

- Existe uma certa dor de cotovelo por parte das pessoas que não são tratadas carinhosamente pelos seus respectivos cônjuges. E páh! Mas a inveja fica tão mal.

 

- Parece que existe mais o costume de não ligar ao parceiro mal ele(a) tenha caído na "rede" e depois há que relaxar. Ui! Nada mais errado. O investimento numa relação é algo que deve ser para toda a vida, e claro, não deve ser feito de forma obrigatória. Se assim for algo vai mal...

 

- Acho que não é instituído o hábito de demonstrar carinho e isso leva-me a outras questões, a nossa inteligência emocional é algo que não é fomentado quer no seio familiar, quer nas próprias Escolas. Cultiva-se o prazer imediato mas tudo o que tem que ser trabalhado dá fastio. Devemos ser capazes de demonstrar carinho de lidar com emoções. Isso é positivo e este mundo cada vez mais sombrio necessita disso.

 

Tudo isto me leva a pensar nos números cada vez mais crescentes de violência doméstica.

E nem de propósito hoje surgiu um casal no meu serviço onde a palavra carinho era algo há muito extinto. E isso? Será o normal?

 

O amor e uma cabana é uma falácia! O amor tem que ser regado com muito carinho, atenção, companheirismo,... diariamente. E se assim não for começa a perder as sua melhores qualidades. E uma das sua melhores propriedades é a de nos fazer sentir bem. Não chega só amar é preciso saber dizê-lo e demonstrá-lo.

 

E quem é que não se sente bem com umas amáveis e doces palavras? Quem não se sente bem ao lhe ser demonstrado carinho?

 

 

 

 

Tragédias de amor

Amor? Obsessão? Paixão? Desejo?

 

A alma humana busca incessantemente pelo amor. Nada é igual sem o amor. Tudo tem mais cor, conseguimos levitar, conseguimos chegar às nossas entranhas, conseguimos tirar de nós o melhor e em muitos casos o pior! Apossados da mais forte droga existente no planeta.

 

Cientistas tentam explicar o amor com reacções químicas, impulsos eléctricos neuronais. Mas a alma não se consegue explicar...

 

E muitas vezes o grande amor está ao lado de uma grande tragédia. Assim nos levam a crer os grandes clássicos;

 

Inês de castro e D. Pedro, uma história que estivéssemos nós em Hollywood e teria sido dissecada até ao tutano! Tem tudo para ser um autêntico sucesso de bilheteira! Política, intriga, amor, obsessão, loucura, vingança e morte!Muita morte!

 

Marco António e Cleópatra, um amor cheio de política, intrigas e desconfiança. O poder do amor que rivalizava com o poder político. Quem venceu?

Hummm... Os dois suicidaram-se dando-se eles por vencidos.

 

Páris e Helena, cujo amor levou a guerra entre Espartanos e Troianos. Um romance recheado de tragédia, mas que nos deixa com a estratégia guerreira do Cavalo de Tróia e com o tendão de Aquiles. Um amor que destruiu Tróia e deixou muitos heróis para a história!

 

Romeu Montecchio que se apaixona pela proibida Julieta Capuleto, um amor que luta contra a rivalidade familiar, termina em tragédia! Não após de esgotadas todas as palavras nos extensos diálogos de William Shakespeare, que ficará para sempre recordado com esta sua obra.

 

 

Catherine e Heathcliff, outro amor recheado de vinganças, raivas, paixão e tragédia. Uma história que nos é trazida da fazenda Monte dos ventos uivantes, o famoso Monte dos vendavais, onde nasce uma paixão avassaladora entre a aristocrata Catherine Earnshaw e o órfão Heathcliff, adoptado pelo patriarca da família. Heathcliff vai mostrando nuances de uma personalidade atormentada e vingativa, numa alternância de sentimentos que, de tão intensos, oscilam constantemente pela ténue linha que vai da sanidade à loucura. Uma loucura que consome o amor e Catherine. Claro! Tragédia!

 

Amor de perdição, só o nome já faz antever o que aí vem! Um Romeu e Julieta à portuguesa, com algumas nuances. Simão Botelho e Teresa de Albuquerque têm uma paixão proibida, outra vez a rivalidade familiar na baila, mas nesta história eles não se matam, deixam-se morrer, ela de tuberculose e ele doente de amor. Aqui quem se suicida é Mariana que entra na história e se apaixona por Simão. Camilo Castelo Branco não poupou nos caixões!

 

Tristão e Isolda um romance, uma lenda... a história centra-se no trágico amor  entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa Irlandesa Isolda. De origem medieval, a lenda, ao que tudo indica de origem céltica, foi contada e recontada em muitas e diferentes versões ao longo dos séculos. E nem preciso de dizer que após muitas desventuras termina em morte. Este é o filme que aconselho -  Tristão e Isolda -

 

E claro, Anna Karennina e o seu impetuoso Conde Vronski, que a leva a ser consumida por um amor extraconjugal. Um romance à boa maneira de Tolstói. Traição, loucura, mais uma vez intrigas e vingança. Com uma adaptação para filme em 1997 que conta com a bela Sophie Marceu. E temos agora em cena uma nova versão deste romance em filme - Anna Kanenina -

 

Em nem falo desta nova moda de humanos que se apaixonam por vampiros! No meu tempo a tradição era espetar-lhes uma estaca agora temos as moças a suspirarem pelo seu vampiro! Tempos de agora....

 

E eu pergunto-me porque será que gostamos de uma boa tragédia romântica?

Que levará o ser Humano a escrever sobre o amor de uma forma trágica?

Lemos um livro destes e dizemos, "Que grande romance"! Mas tudo termina mal e em morte! Onde descobrimos a grandeza?

Num amor que existe nos apesares?

Num amor que muitas vezes perdura após a morte?

Será que é amor? Ou será obsessão em muitos casos?

 

Eu tento perceber a grandeza de um amor trágico, de um amor que não teve a vida! Grandes clássicos e grandes leituras. Obsessões, loucuras, intrigas, aventuras e desventuras tudo para apimentar a nossa insaciável vontade de ver o amor acontecer. Forte, intenso e com  muita lágrima!!

 

 

Imagens retiradas da internet

 

É amor...

Fim de semana equivale a assistir um filmezito, muitos deles já saíram para o cinema há algum tempo, mas isso até tem o seu quê de positivo, assim também não sabemos as "opiniões" da moda que muitas vezes nos influenciam, inconscientemente ou não, na escolha de um filme. Mas não é sobre o livre arbítrio que quero falar, esse ficará para uma próxima, quero falar sobre o que um filme me lembrou de escrever sobre o amor. Lembrou-me de escrever algo que já faz parte do meu pensamento e do meu sentir.

 

O amor é o  tema predileto de poetas que nos enternecem com as suas mágicas  poesias repletas de floreados amorosos. O amor conquista plateias enche os corações e faz verter algumas lágrimas presas na emoção de uma semana sem grandes magias e com muitas correrias.

 

Mas afinal o que é o amor?

Cientistas dizem tratar-se de uma reação química, longe do coração, símbolo predileto para o ilustrar, no cérebro.

Poetas muitas vezes condundem o amor com paixão e envolvem-nos no seu emaranhado de emoções.

Escritores dramatizam-no e criam histórias encantadoras capazes de nos suster em suas palavras.

Cineastas tentam retrata-lo fielmente, tentam porque a realidade foge-lhes. E na esperança de ter esse amor de ecrans, de poetas e escritores muitos perecem sem senti-lo, ou sem terem a certeza de que aquilo que sentiam era o amor....

 

O amor não começa com a magia do primeiro beijo, com o enamoramento de um olhar ou  com o a fuga daquele  odor que nos faz tremer as entranhas. Não! Para mim o amor começa com dias partilhados, com momentos de alegria e lágrimas de tristeza, da discussão, da divergência de opiniões, e claro, da cedência, do altruísmo, do pensar no outro. Começa com coisas simples como ida às compras, com a partilha da lista de supermercado e da mantinha de sofá (sim, eu não partilho a minha mantinha por da cá aquela palha=)), com a partilha de opiniões, com a divisão de gavetas, a escolha da casa, com os dias de cansaço, com os dias de festas, os dias soltos, o passar dos dias de chuva e de sol. Cresce com os dias, amadurece e solidifica com os anos.

 

No entanto muitos pensam, inocente e ingenuamente que o amor não precisa de ser alimentado, afinal o outro sabe que estamos "lá" e que o amamos! Sabe!?! Mas quer ouvi-lo e senti-lo, nas ciosas simples de um bilhete, na espontaneidade de uma carícia inesperada, na simplicidade de uma flor oferecida fora de "dias pré convencionados" para o efeito.

O amor está lá, nos momentos difíceis, porque amar nos dias bonitos e solarengos é fácil. O Pior é ficar quando começam as dificuldades no imprevisto da vida.

 

O amor não quer só paixão, o amor quer acima de tudo uma amizade cúmplice diária.

 

Podemos ser mortais mas o amor é imortal! Esse prevalece mesmo que se queira apagar o sentir, porque este nos faz doer! E quando a dor desaparece fica, não a simples lembrança de um doce amor, fica sim o amor e todos os momentos que não deixemos que morram jamais, esses momentos seguirão a humanidade pois ela firma-se no esplendor do amor

 

O meu tento fica assim... um dia (One Day), uma vida com esta visão do amor. Com esta maravilhosa partilha de mim.

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D