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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Cuidado para quem tem filhos

 Aqui há uns dias encontrei este vídeo deveras assustador de uma experiência que fizeram. Uma lembrança do que devemos explicar às nossas crianças. Infelizmente, este mundo não é um lugar tranquilo para elas. Infelizmente, os pais têm que andar sempre de coração nas mãos preocupados com tudo o que de mau lhes possa acontecer. Mas o que é mais difícil de perdoar é que seja outro alguém a fazer mal a quem devia ser protegido!

 

 

 

Diz-me o que sentes!

gaspar jsrdim.jpgGaspar o meu querido amigo que, infelizmente, já me deixou. O seu olhar era carregado de amor

 

É mais que sabido que os cães preferem a nossa companhia, muitas vezes, em detrimento dos seus congéneres. E muitos são os estudos que tentam perceber o que se passa no seu cérebro, e o porquê deles nos dedicarem tanta devoção. Devoção essa que é mútua, salvo infelizes excepções.

 

Um recente estudo fala-nos de ocitocina, também dita oxitocina, que muitos designam como a "Hormona do Amor", aquela que faz a mãe gostar do seu filho, mesmo que ele se desunhe a berrar e não a deixe pregar olho!

Ao que parece quando humanos e cães se olham nos olhos essa hormona é libertada quer num, quer no outro. E atenção que cães são o único animal, não primata, que procura contacto visual direto com humanos. O mesmo não acontece nem com lobos domesticados!

 

Quanto maior a duração desse olhar maior os níveis de ocitocina! E mais uma vez a experiência feita com lobos domesticados não revelou a tal subida do nível de  ocitocina.

 

E arrisca-se uma questão, será por isso que a relação entre cães e os seus donos é parecida com a que os pais têm com os seus filhos?

 

Agora vejam o que vos dizem estes olhares,

ferrugem.jpg Ferrugem, um cão abandonado que adora passear comigo. Todos lhe dão de comer por aqui.

 

indy.jpgIndy que buscava desesperadamente um dono. Já foi adoptada

 

Farrusca.jpgFarrusca uma cadela que andava perdida aqui na rua e que também já conseguiu dono

 

Tóbi mochila.jpgO meu Tobias, quando pequeno, a tentar dormir na mochila do dono

 

 

 

 

Onde é o limite?

collie em loja.jpg

Este ano, finalmente,  saiu a lei que penaliza os maus tratos aos animais e diz ela que "quem, sem motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com pena de multa até 120 dias".

 

Pergunto-me se uma animal em exposição numa vitrina de uma loja de animais não estará em sofrimento?

 

Para quem entende um pouco de canídeos diria sem sobra de dúvida que sim. E com algumas raças esse sim é tamanho XXXL!

No fim de semana entrei numa grande superfície cujo objectivo não é a da venda de animais mas que possui uma secção que os tem. Falo da loja Bricor no Mindelo. O que vi naquela loja fez-me questionar onde estaria o limite para os maus tratos?

 

Nas várias vitrinas podia ver-se dois cães da raça Sptiz anão, que brincavam no meio dos seus dejetos, e um que me chamou a atenção, tal era o seu nervosismo, já que se mordia, e tinha um olhar vazio. Falo de um cão raça Labrador. Ele estava com os jornais por baixo de si rasgados, as fezes já não eram limpas há algumas horas, a jaula estava pois bem suja e o pobre do animal também.

 

Ora quem conhece esta raça sabe que eles detestam ficar privados de companhia, nada os faz sofrer mais. E não é alguém a bater no vidro (apesar dizer para não o fazer) que lhe traz o convívio desejado. Além disso, necessitam de exercício, não só físico mas sobretudo mental. Brinquedos mentalmente estimulantes, por exemplo. O cão em questão para além do espaço exíguo só lhe restava brincar com o seu cócó ou o jornal encharcado de urina.

Pergunto eu.

Isso não será infligir dor e sofrimento sem um motivo legítimo?

Qual a legitimidade de fazer sofrer um animal só para lucro próprio?

Quando é que se acaba com isto?

 

 

 

 

 

 

 

Treino canino

Tóbi Tobias doido todos os dias! =)

 

Como sabem os meus leitores tenho um exemplar canino que nos faz companhia. Ele é um verdadeiro doce, mas, parece que há mesmo sempre um mas, tem uns defeitos que me têm dado alguns dissabores.

 

Um dos seus defeitos é o de pular para as pessoas. Mas não pula de uma forma qualquer! Pula mordiscando!! O que com o seu arcaboiço é uma grande chatice. Os dentes aleijam e o seu peso idem. E para isto contibui as brincadeiras do meu adolescente, a quem já me cansei de repetir que o estava a treinar ao contrário. Bem, o que se segue é que este hábito começa a tornar-se chato, já tento rompido uma camisa nos seus ímpetos; e até pode ser perigoso, quando se pensa que temos na família alguém com 91 anos e que pode levar com um monstro peludo com molas e demasiado feliz. 

 

Outro defeito, não menos preocupante, é a sua terrível apetência pelos seres da mesma espécie! O que até é normal, mas que é deveras incómodo quando ele se esquece que vai de trela e não pode dar esticões e desatar a correr por estrada fora, pelo meio de carros a andar,  para se apresentar a um cão (ou cadela) que ele vislumbrou a metros de distância! E lembrando que este menino peludo já foi atropelado devido à sua extrema simpatia e hábito de cumprimentar todo o bicho careto, seja pessoa ou animal.

 

O que me restava?

 

Pedir ajuda a quem sabe mais de treino do que eu. E essa ajuda veio em boa hora de alguém que me ficou com ele nas férias e aproveitou para treinar. Sendo uma pessoa extraordinária e levando só o preço que costuma levar pelo que se chama agora de "Pet Sitting", está muito na moda, sabiam?

 

Quando o fomos buscar parecia um cão diferente! O que ela nos disse é que ele estava muito próximo da perfeição. Não pulava em ninguém na casa dela, não corria atrás de outros cães. Enfim, quase um milagre. Ok... mas o trabalho não cessa aqui. É premente que se continue com o que a treinadora começou. Há que transportar o que ela fez para nossa casa. Para o ambiente que ele conhece e onde até agora se comportava de determinada maneira. Em suma. Devemos ensinar-lhe a transferir os comportamentos aprendidos para nossa casa e para os ambientes que ele conhece. Porque a "cura" não é imediata! E isto irá custar-nos até mais a nós do que a ele.

 

Para começar, nada de festas quando chegamos de trabalho ou quando o vejo de manhã. Principalmente eu, que sendo o primeiro membro a acordar e a chegar do trabalho, levo logo com todo o seu entusiasmo! Nada de festas, braços cruzados, nada de contacto ocular, e desviar-me se ele pula e prevendo esse comportamento devo mudar de direcção, fazendo com que ele não me toque sequer!!! As festas só devem ser feitas com ele calmo, muito calmo, e  de preferência deitado. Tudo para que ele perceba que deve estar calmo para ter a nossa atenção.

 

E custa ignorá-lo!!! Vendo como ele fica feliz quando me vê. Mas para bem de todos assim tem que ser. Pelo menos até ele interiorizar que não é assim  que se obtém o que se quer. Ah! E não ralhar, nem castigar, que além de ser contra o princípio do reforço positivo, também porqueatenção negativa é melhor do que "não atenção", o que para eles se resume a "Tenho atenção consegui o que queria. Vou continuar! Porreiro!". O pior é convencer algumas pessoas a fazer EXACTAMENTE isto. É que há gente que se sabe queixar dos pulos e do seu ímpeto, mas fazer o que se deve fazer? Está quieto!!!

 

Quanto ao não correr atrás de exemplares de 4 patas. Simples. Reclamar a sua atenção com engodo. Comida. Este tipo vende-se por comida!!! Passa um cão e o que é que fazemos?

Mostramos um punhado de ração e vamos premiado a sua atenção em nós, e não no outro canino, com comida. E tem corrido bem!

Além disso, deixamos de dar de comer em comedouro. A sua dose de alimentação diária é distribuída ao longo dos passeios sempre que ele mantém contacto ocular connosco mostrando que está atento em nós.

 

Pronto, isto é a resolução de problemas importantes para que o nosso convívio seja de salutar. Ou seja, entrando na sua mente, ele estava a ter reforço para pular e para correr atrás de canídeos! Tudo ao contrário!

 

Além disso alguns "truques" lhe foram ensinados. Isto porque todos os treinadores têm este hábito de ensinar truques. E é giro ver o nosso Tobias a fazer de urso, a andar para trás, e outras coisas mais. Mas colocou-se-me a questão; será que não estaremos a exagerar?

 

Uma coisa é aprender a comunicar com ele e indicar-lhe bons hábitos de convivência com humanos, outra será fazer dele exemplar de circo. Ou serei eu que estarei a exagerar e eles necessitam deste estímulo mental, segundo dizem os treinadores? Será que não andamos a exagerar, e até contra mim falo, coisas que fazem dos nossos animais de estimação mais robôs e menos cães?

 

Seja como for, as minhas tentativas serão sempre para lhe ensinar coisas úteis. Como apanhar objectos do chão, levar compras, fechar portas... Assim mantém o tal estímulo mental e faz algo com utilidade! Que acham?

 

Para já é cumprir o "protocolo de treino" estabelecido à risca.

 

 

 

Para quando uma acção?

Mais uma vez é notícia o ataque realizado por cães, desta vez a uma idosa (sénior) de 85 anos.

 

Lendo a notícia tenho algumas questões.

 

Os cães foram recolhidos para um canil, e o dono? Só foi identificado? O que lhe vão fazer?

Ao que parece a GNR já tinha sido notificada acerca dos cães, embora para situações menos graves. Estavam à espera de quê para agir?

Ah! Já sei. Que alguém fosse mordido à séria.

 

Agora a raça dos cães.

Um PitBull,

 

A imagem é elucidativa. Cão possante, protetor, dominante, requer treino cuidado e um conhecimento da raça.

São considerados perigosos porquê?

Primeiro, desde há tempos que foram, e são, usados para lutas entre animais onde os fracos morrem os mais aguerridos ficam, e esses são usados para procriação.

Segundo, têm uma força descomunal e uma mordida tremenda! Há relatos que dizem que para soltar sua vítima necessitam de um pé de cabra!

Quem tem um exemplar desta raça e a trata como ela necessita, ou seja, exercício físico, treino canino adequado e estímulo, já que são verdadeiros cães de trabalho, referem que são excelentes cães e que adoram, e fazem tudo, pelo seu dono.

 

A outra raça referida na notícia é um Yorkshire,

 

  Dizem vocês. Isto? Isto atacou uma pessoa?

 

O que ele tem em comum com o Pitbull é que ambos são Terrier. Este canito é também muito protetor, aguerrido, dominante e também precisa de treino, claro. Não se deixem iludir pelo tamanho. O meu Labrador já teve que fugir de uns quantos!

Era originalmente usado para caçar ratos.

 

Então como é que um cão que é um nico da espécie se vê nesta confusão? Simples. Ambos têm o mesmo dono! Ambos precisam de treino e estímulo mental e de alguém que saiba o que tem nas mãos.

 

Como sede costume chega-se à conclusão de sempre, há pessoas que não podem ter cães. No máximo poderão ter uma pulga que é o mais aproximado ao cão que poderão possuir. Mas cães? Naaa

 

Há países onde é obrigatório a frequência de aulas com o treino básico canino, e anualmente terão de prestar uma provas. Aulas muitas vezes fornecidas pelas Autarquias locais ou a um preço módico. Mas no nosso país a Educação de pessoas está uma lástima quanto mais a dos cães...

Seja como for ou alguém coloca um travão a isto ou então estas notícias serão recorrentes e teremos mais discussões sobre se vai existir o abate ou não. Enquanto isto os humanos inconsequentes continuam a poder ter cães...

 

Imagens retiradas da net

Pela positiva!

Cão Elástico (esteve na nave dos 4 fantásticos, ele é o 5º!)

 

 

Outra vez cães?

 

Sim, outra vez. Sempre serão melhor assunto que falar de Coelhos.

 

Este fim de semana fui a umas Jornadas de Comportamento e Treino de cães. Não eram novidade para mim os conceitos ali abordados mas pude tirar algumas dúvidas com uma treinadora Portuguesa com muita experiência e que é fervorosa adepta do Treino Positivo. A Claudia Estanislau.

 

Muitos ainda treinam, ou dão a treinar, à base do castigo. Nada mais errado!! É o método mais curto para perdermos a confiança do cão e para lhes criarmos danos psicológicos, muitas vezes, irreversíveis! Se bem se lembram eles sentem. Apesar de não serem pessoas.

 

Uma das técnicas usadas é o que os treinadores designam por "luring" ou em português (mais coisa, menos menos coisa) - engodo-

Podemos também usar o "clicker"  que emite um  som, um clic, que indica o comportamento que desejamos captar.

 

Pretende-se colocar o cão, ou animal, porque dá para outros animais, tais como: baleias, focas, leões marinhos, golfinhos, ratos, ... na posição que se pretende com a ajuda da recompensa e do clicker. Não sei se dá para Coelhos. Mas ao que parece são animaisinhos impossíveis de treinar!

 

Dando o como exemplo o "senta", o que se  faz é colocar uma recompensa numa mão e o "clicker" na outra, erguemos a mão da recompensa por cima da cabeça do cão, não muito alta, de modo a que ele a possa cheirar, ao levantar a cabeça automaticamente se senta e nós clicamos mal ele adopte a posição de sentado, e assim ensinamos o senta. Simples e eficaz! Associamos a este comportamento desejado um gesto e um comando verbal, que pode ser o "senta" (mas pode ser outra, embora esta seja a mais óbvia), enfatisando as sílabas "Sen-ta". Nada mais que o princípio do reflexo condicionado.

 

Claro que eu estou a dourar a pílula. Primeiro temos que "carregar o clicker", que nada mais é do que associar aquele som a uma recompensa. Depois é necessário saber resolver problemas, pois nem sempre eles se sentam lindos e direitinhos mal colocamos a recompensa acima do focinho. Também há que saber ler os sinais corporais do cão. Mas garanto que é um método eficaz e muito melhor que o reforço negativo.

 

Além disso, é óptimo vermos o nosso cão a evoluir com o que lhe ensinamos e a nossa ligação com ele torna-se única. Ele aprende a "ler-nos" e nós a eles.

 

Deixo dois vídeos. Um que ensina um cão a fazer o "dá cá mais cinco" ou "choca aqui".

 

E outro que mostra que este método pode ser usado com outros animais.

 

Pessoas ou não?

 

O meu cão protegido com cinto de segurança

 

OK. Admito, sou uma amante dos animais em geral e dos cães em particular. A verdade é que, e não é a primeira vez que o digo por aqui, devíamos perceber que devem ser respeitados. Todos!

Julgo que nesta fase dos acontecimentos não é necessário nenhum estudo demasiado elaborado para perceber que eles têm sentimentos. Eu tenho, e tive a prova disso, uma delas está sentada acima com ar de reizinho mimado.


O meu antigo companheiro canino, que esteve connosco 13 anos deixou de comer quando fui hospitalizada. Saía de perto sempre que ralhávamos ao mais pequeno, notando-se que lhe incomodava, lambia-nos as mãos sempre que nos via tristes ou doentes. Isso é ter sentimentos, e mais, é ter empatia! Coisa que muito ser humano nem sequer sonha o que é!

 

Mas hoje fiquei boquiaberta com um título, no mínimo estapafúrdico,  no Jornal Expresso "Os cães também são pessoas, prova estudo científico"! Ao que parece alguém fez um estudo com cães, realizando-lhes ressonâncias magnéticas,  e verificou que o funcionamento do cérebro destes é muito similar ao do ser humano. E apela que por causa disso eles não devem ser tratados como propriedade.


Mas será que por isso são pessoas?

Afinal o que é ser pessoa?

E só se deve respeitar as pessoas?

Estarei  complicar?


Caramba, não fiz nenhuma ressonância magnética a nenhum suíno mas parece-me dizer que também têm sentimentos!


Mas eu já sei há muito que o cão não é meu, eu é que sou do meu cão! Tentem lá dizer que não!

Acto cívico

Não sei como dizer isto e ser ao mesmo tempo politicamente correcta. Portanto vou dizer da única forma que me vem à cabeça. Há pessoas que são mesmo porcas e sem um pingo, um único e ínfimo pingo de civismo!

 

E porque digo eu isto?

Porque estou fartinha de ser igualada a esses porcos e a essas pessoas nada dotadas de zelo!

 

Será muito difícil apanhar o cocó das suas mascotes peludas de 4 patas?

Sim! Falo do cocó de cão espalhado pelas ruas, passeios, canteiros, cantos e sei lá mais onde.

É que até uma criança consegue fazê-lo!!

Se têm nojo do vosso cão e das suas fezes? Não tenham cão! Arranjem um robô que não faça cocózinho! Ninguém tem que levar com a vossa falta de cuidado e o vosso desrespeito pelo outro.

 

Eu explico aquilo que já deveriam saber, e até uso imagens para os que não gostem de ler.

 

Arranjem um saco. Não precisa de ser igual ao da imagem, que por acaso é biodegradável e comprado aos magotes por uma bagatela (por volta de 1 cêntimo cada saco), pois com tantos sacos por aí de certeza que não terão dificuldades em arranjar um.

 

Saco para cocó de cão

 

Pás para quem não quer tocar na coisa mesmo com saco (eu prefiro a pá).

A pá do lado esquerdo é super pequena encolhida e cabe em qualquer bolso, ou carteira, mala de senhora.

Depois dá para abrir e fica assim,

 

Com as duas pás abertas e o saco dá para apanhar o que o seu cão fez sem problema nenhum! E sem nojo!

 

 

 

 

E não se esqueçam que a rua é de todos! Não é só sua! Acha isto bonito?

 

Pense que pode ser o próximo!

 

Agora tente lá apanhar o que o seu cão suja!

E talvez assim todos os cães sejam olhados de forma diferente e até possam ser permitidos em mais locais. Sempre disse, e volto a afirmar, é mais difícil treinar humanos que cães! Não seja difícil!

Saber morrer!

Ultimamente não me tem restado muito tempo para a Blogosfera já que ando a dedicar-me ao adestramento canino!
Quem tem visitado este blogue saberá que a razão se prende com o novo membro canino cá do lar. Se quero um cão adulto que possa me acompanhar tenho que o educar desde cedo, eu até já sabia que este primeiro ano iria ser trabalhoso mas já tinha esquecido muita coisa.
Estou a ter aulas de adestramento positivo on-line e participo num Fórum sobre adestramento, onde têm sido espectaculares.
Para quem estiver interessado deixo as ligações no fim do post.
Além disso, este interesse sobre o tema não é de agora e tem sido algo que já tenho vindo a investigar e a ler, mas existe sempre algo a aprender e a mudar. Tolo é quem nunca muda e pensa que tudo sabe...
 E eu lá vou tentando.... e quem sabe daqui a uns tempos o meu canito já saiba morrer assim,

Algumas leituras que aconselho:

Adestramento Inteligente de Alenxandre Rossi
Manual de Adestramento do Dr. Bruce Frogle
Adestramento Natural de Tomás Szpigel
No entanto, aconselho que procurem vários leituras para que possam chegar ao vosso tento de adestrar.
 

A força do negativo

Imagem retirada da net - Obrigada a quem a disponibilizou

 

Tal como tinha dito por aqui ando nas minhas investigações sobre adestramento canino, dado que o tempo é uma coisa tramada para os neurónios e como já fazem 15 anos desde o primeiro adestramento há muitas coisas que preciso relembrar e outras que quero aprender. Sempre tive a mania de ser autodidata. Gostaria de frequentar um curso sobre o tema, mas sejamos realistas, estou em Trás-os-Montes onde a preocupação com adestramento é igual a da plantação de um bananal aqui na zona...

 

Mas isto tudo para dizer o quê?

Por muito estranho que pareça ao tentar saber mais sobre como me aproximar dos cães mais sei sobre os humanos, nada que não me leve a uma determinada reflexão (quem me conhece já sabe que isto me acontece volta e meia e é passageiro).

 

Novas investigações e novas experiências demonstram que o "treino positivo" é o mais eficaz com os cães e que traz resultados mais duradouros e sem risco de danos "efeitos secundários" no comportamento canino.

 

Ou seja, temos por hábito recorrer a um castigo para parar um determinado comportamento (mesmo que seja temporário), isto é válido também para crianças, estou a falar a sério! Por isso a pessoa que impõe um castigo é reforçada positivamente. Como o comportamento indesejado cessa existe a crença de que o castigo resulta. Mas resultará sem custos?

Ao que parece não.

Mais tarde podem surgir os seus efeitos. E ninguém se lembrará da história que está por detrás.

 

No entanto,  investigação científica concluiu que um castigo pontual, num determinado acontecimento e num contexto de reforço positivo, não causará muito estrago. Por isso, sim, talvez tenhamos que usar o castigo, "ou numa emergência ou por causa de uma falta de informação temporária, mas o castigo nunca deve ser usado como o tratamento de escolha". (retirado do blogue CâoSciência). Pensem se isto será só com os cães?



Muitas vezes até estamos cientes disto, e talvez não seja uma novidade assim tão grande, então porque é que se insiste no castigo?

 

A maior parte das vezes não é assim tão eficaz, veja-se as reincidências dos comportamentos que queremos eliminar, e os efeitos que trazem psicologicamente não são dos melhores. Pois é, deixa que pensar... e se procuramos bem a resposta está à vista. O reforço que nós obtemos por usar o castigo é muito forte!

E se pensarmos bem a própria humanidade é toda ela virada para a punição e castigo. Não seria de repensarmos em mudar os nossos métodos?

 

Vou dar um exemplo. Não será mais produtivo dizer a uma criança "tens que fazer os trabalhos de casa, pois teus amigos amanhã vão para o parque jogar, ou fazes os trabalhos hoje e amanhã vais, ou hoje jogas no computador e amanhã ficarás a fazer os trabalhos". Castigo? Não. Hipótese de escolha. Não será melhor do que chegado o dia  e o(a) castigarmos com, "Não fizeste os trabalhos agora ficas de castigo e não vais brincar"

 

Obviamente talvez estes métodos não funcionem em todas as situações mas pode trazer-nos alguma reflexão. Será que não poderíamos agir de outra forma?

 

É claro que nem sempre nos lembramos de ser positivos, e pior ainda, nem sempre temos tempo...

Mas seria de tentar sermos mais positivos acho que valerá a pena. O problema está em consegui-lo sempre.Eu sei...

 

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