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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Bolor à vista

Para mim é muito importante certos direitos que tenho e outros que foram adquiridos, não por mim mas outros valorosos ao longos dos tempos, que certamente estarão a dar umas tantas votas em seus túmulos.

Aprendi que a minha liberdade termina quando começa a do outro, mas parece-me que muitas vezes existe uma séria, senão mesmo extrema, dificuldade em visualizar essa ténue linha.

 

Ultimamente andam por aí alguma ideias a tentarem passar essa linha. Alguém (que após escrever o nome vou lavar os dedos) desta nova ninhada laranja anda com a mania dos referendos, diria mesmo que se trata de uma obsessão! O Laranjinha Hugo Soares referiu numa entrevista que "todos os direitos podem ser referendados!". Descontextualizada ou não, parece-me óbvio que essa frase não fica bem em contexto algum!!

 

Agora imaginem-se a referendar a educação, a cultura, a saúde,... se bem que pensando bem, nem todos temos direito a uma educação igual, direito e acesso à cultura, e muito menos a cuidados de saúde de forma igualitária .

 

 

Ultimamente acordo com pesadelos e imagino que esta nova ninhada PSD irá sentar-se nas cadeiras do Governo... Sim. Mais cedo ou mais tarde os tipos "iluminados" irão lá parar.... E se eu acho estas laranjas já com bolor como estarão daqui a uns anos?

 

 

Terrorismo em Portugal!

Eu bem tento não escrever sobre crise, política e sobre a situação cada vez mais caótica do nosso país. Mas o título deste blogue irá certamente fazer com que me perdoem por hoje voltar a escrever sobre o tema.

 

O que me fez perder as estribeiras foi toda esta polémica à volta do pré aviso de grave dos professores para o dia dos exames nacionais.

 

A associação de pais ontem veio pedir aos professores que reconsiderem o dia de greve.

 

Nuno Crato numa entrevista à TVI 24 referiu que também é professor! E não se lembra de ter feito greve em época de exames, refere que os professores  não estão ser correctos, e que esta greve não os irá beneficiar. Refere ainda que “Estamos dispostos a toda a negociação, mas este tipo de atitude, que é tomar como reféns os nossos alunos, é algo com que não se deve brincar”.

 

Tenta assegurar a presença dos professores nos exames com recurso a serviços mínimos. Além disso, atira agora com "recurso civil", algo que todos sabemos, assim como a FENPROF, ser uma impossibilidade legal, e uma corrida contra o tempo!

 

Ora bem, cá vai e depois fuzilem-me a seguir.

 

Primeiro o Sr. Nuno Crato enganou-se, ele não é professor. Ele foi professor e está com amnésia! Ele é um POLÍTICO! E dos que sabe muito bem dar a volta! Dos que percebe de psicologia e que sabe o povo que tem. E que povo tem ele?

 

Pois, aí é que reside o cerne da questão!

 

O meu filho pertence ao grupo de alunos que é "refém" dos novos terroristas. Os professores.

 

No entanto, não me parece que os alunos estejam a ser usados como reféns.

 

Será que não existirão por aí pais que têm férias marcadas? E isso lhes irá alterar o esquema? Se é chato? Ó páh! Claro que é! Afinal a nossa vida depende das férias, vivemos todos o ano para elas! Não pensamos em "mai nada" nesta altura! 

 

 

Mas meus caros, os professores não deviam estar sozinhos nesta luta, que diga-se de passagem já se percebeu que é totalmente inglória.

Mas arre! É uma luta legítima! Os pais deveriam estar com os professores!

Os pais deveriam reivindicar melhor qualidade de trabalho para quem educa, acolhe e está com os seus filhos diariamente! Para com quem lhes dá conhecimento e muitas vezes, volto a pedir desculpa pela minha grande boca, mas muitas vezes quem lhes dá carinho, o único que recebem durante o dia!

 

Mas em vez disso vemos pais contra professores, os terroristas do momento! E o que é que o Governo, na figura do Ministro, faz? Aproveita-se disso e joga muito bem a sua cartada! A estocada final!

 

Recurso Civil?

 

Sabem o que é que acho que TODOS os professores deveriam fazer?

Não irem! Mesmo com o tal Recurso Civil! As lutas são assim. UNIDOS! Até ao limite!  E digam-me, não chegamos ao limite?!?

 

Neste país temos uma guerra civil encapsulada, disfarçada, do género virtual, e este, e todos, os Governos sabem disso! E aproveitam-se disso, jogam com isso! Dividir para reinar!

Funcionários públicos versus Funcionários do privado

Professores versus pais

Ricos versus pobres

...

 Ao que parece não somos todos Portugueses!

 

E isto não é assim tão simples quanto parece!

Com mais esta luta inglória, com mais esta divisão da população vamos dilacerando os direitos de cada um. As lutas de cada um que deveriam ser de todos!

 

Com mais esta divisão vamos quebrando tudo aquilo que ainda poderíamos conquistar! Mas não! É mais fácil apontar o dedo, não é.

 

Pois é assim, o meu filho vai fazer exame e tanto está preparado para um dia, como para outro!

 

Tentamos nunca criar demasiado nervosismo nele em relação a exames pois sabemos que isso pode ser contraproducente. Ele não é um refém. Não dos professores. Ele está a ser usado como escudo no rompimento de direitos que agora são de uns e amanhã podem ser de todos! Mas é mais fácil olhar para o nosso umbigo! É mais fácil ver o que nos dá jeito a nós, e só a nós!

 

Não sou professora. Mas sou mãe e estou na luta para melhores condições de trabalho para aqueles que estão com o meu filho todos os dias! Luto para que a educação seja vista como um investimento, SEMPRE!

 

 

Imagem retirada da net, obrigada a quem a disponibilizou

 

 

 

 

 

 

 

Limites

Imagem retirada daqui

 

Após muitas opiniões contra e a favor, com extremismos de um lado e do outro, em Portugal foi despenalizado o aborto até às 10 semanas de gravidez por opção da mulher - Lei nº 16/2007 de 17 de Abril –

 

A alteração da lei significou que a mulher deixou de poder ser acusada em tribunal, deixou de ser perseguida pela justiça, ser julgada e punida com pena de prisão. 

 

A despenalização da I.V.G. até às 10 semanas não traduz a sua completa descriminalização, pois engloba limites, e muito menos traduz a liberalização. Despenaliza, quando respeitados todos os parâmetros descritos na lei. E cabe ao Governo proceder para que estes parâmetros sejam respeitados. Será que existe  a disponibilidade de acompanhamento psicológico durante o período de reflexão? Será que existe  disponibilidade de acompanhamento por técnico de serviço social, durante o referido período? Será que as mulheres que tiveram (atenção, eu digo tiveram e não quiseram) que fazer esse aborto são devidamente acompanhadas para que isto não volte a acontecer ou seguirão às suas vidas sem mais? Será que tudo funciona de modo a que não abortem outra vez? Talvez seja a hora de realizar um estudo a sério, mas sem aquelas comissões que chegam em dia marcado, de fato e gravata e são recebidas pomposamente e nesse dia tudo funciona as mil maravilhas, o que eu digo é um estudo e uma investigação à séria!

 

E de tudo isto me lembrei quando vi uma notícia, no Jornal Público, que me deixou em choque, bem longe daqui, num populoso País, foi o Estado que foi despenalizado, e nesse caso os limites não existem! Na china existe a "política do filho único" numa tentativa, da parte do estado, de controlar o crescimento populacional e facilitar o acesso a todos de um sistema de Saúde e Educação de qualidade (são estas as suas premissas). E esta sua política parece ter evitado 400 milhões de nascimentos ao longo dos últimos anos! Ajudando a quebrar a preferência tradicional por grandes famílias quebrando um pouco o ciclo de pobreza.

 

Mas, um regime autoritário e com tolerância zero tem provocado, o se vulgarmente se chama de, "efeitos colaterais", o número de casos de abandono e de abortos aumentou (principalmente se a criança for de sexo feminino).

E os limites? Esses, parecem que não existiram no caso de Feng Jianmei, que a acreditar na versão dos familiares contrária a das autoridades, FOI OBRIGADA a abortar com sete meses de gestação! SETE MESES! Foi colocada uma foto na internet, que aconselho a não verem, de Fen Jianmei ao lado do seu filho morto. Tudo isto porque não tinha dinheiro para pagar a multa para poder ter mais este filho...

 

E chegando a mesma conclusão que o blogue "o que é o Jantar?" que falava sobre o abandono de crianças em rodas modernas na nossa Europa eu também me junto a sua conclusão.

Tentando perceber até onde vão as trevas e a sociedade.

 


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