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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

O que estamos a criar?

Imagem retirada daqui

 

 

Tenho sérias dúvidas sobre o rumo que segue a nossa sociedade o nosso mundo!

 

Hoje ao ler uma notícia que fala de um jovem espanhol que foi após uma intervenção cirúrgica, em que lhe foi colocada uma prótese externa ao joelho, descobriu que esta tinha que lhe ser retirada porque não a conseguia pagar! Tendo que ser submetido a nova cirurgia para colocar uma interna! Esta prótese permitir-lhe-ia ter uma qualidade de vida melhor mas custava algo que ele não poderia pagar, 152 Euros.

 

Felizmente, ao que parece, levantou-se uma onda de solidariedade para ajudar este jovem.

 

Mas quantos não são ajudados por não terem esta exposição mediática?

 

Para onde caminhamos?

Lutamos pela igualdade, mas existem uns mais iguais que outros.

 

O direito a cuidados de saúde iguais sem olhar a quem deveria sem um dos pilares da nossa sociedade. Mas não! O que crescem são as clínicas privadas como cogumelos, tratamentos impossíveis de pagar e cuidados que só são prestados a que tem dinheiro para os pagar. Isso será justo?

 

Todos nascemos iguais, ou assim deveria ser. Mas o mundo transforma tudo... Um grau académico dá uma diferença de tratamento, as notas e moedas também o fazem e a posição social idem aspas!

 

Ainda hoje me diziam no serviço, quando eu disse que todos deveríamos ser iguais, "Isso não pode acontecer! Seria uma anarquia!!"

E isto? São capazes de me dizer o que é isto?

 

Uma sociedade onde impera a desigualdade, onde uns tentam sempre ser mais do que os outros, ter os tais "favores", o factor "C", onde uns são tratados com deferência e outros com cara fechada ou às "pedradas"? Isto o que é?

 

E todos nós nos deixamos conduzir por esta desigualdade, com menos ou mais consciência que ela existe mas deixando que ela impere. Triste....

 

 

 

A moda do empinanço

Não sei porquê, volta e meia dá-me para ser do contra. Quando todos falam de exames nacionais nos blogues e os destaques eram esses, eu não me apeteceu falar sobre o assunto, hoje que TODOS os recortes em destaque são sobre o futebol, sim... Portugal vs Espanha (espero que levem uma abada). Eu decido ser do contra e falar sobre os exames. 

 

Talvez não precise de dizer que sou contra estes exames à molhada. Não porque me deu para ser do contra, mas porque vejo a realidade de uma forma onde não encaixam os exames assim. Tenho lido e ouvido várias opiniões sobre o assunto e talvez isso fizesse com que a minha ficasse mais "cimentada".

Um dos muito argumentos que se usam para estes exames é o facto de serem iguais para todos e assim equilibrar o ensino e avaliação igual em todo o País.  Estabelecer a igualdade com um exame nacional?!?Hã?

Outro, e este li no blogue Atenta Inquietude, pois não li a entrevista do professor visado, que refere que um Sr. Professor de Português num contexto da defesa dos exames refere  que quanto mais não seja é uma oportunidade de  autodisciplina para que os miúdos estejam "calados e sentados" durante 90 minutos!

 

Esta "medição de conhecimento" que assenta com "empinaço" de matéria para exames mete-me alguma confusão.

Então onde fica o sentido crítico, a capacidade de interpretação, a capacidade de defender uma ideia, a singularidade?

Não! Não sou contra a memorização, nem contra os exames e nem contra as avaliações!

O que sou é contra este ensino de números, quantidades e políticas educacionais que não pensam no futuro, porque o futuro tem que ter uma base sólida e o nosso futuro educacional anda sem bases!

 

Turmas de 30 alunos!! Que bases são estas?

Empinanço? Isto é a base? E isto fez-me lembrar o artigo de opinião de Daniel Oliveira no Expresso "O que é que isso interessa? Não sai no exame!". Não se enganem, o que vai passar a interessar é a matéria que sai no exame, o resto é lixo! E o que foi marrado possivelmente terá o mesmo destino, irá para a "gaveta do esquecimento".

 

Claro que tem que existir um avaliação! Esta, do meu ponto de vista, deve ser rigorosa regular a par com as aprendizagens.

O nosso sistema educativo deveria apostar em vias diferenciadas promovendo uma melhor qualificação da aprendizagem e, claro, profissional.

Os alunos terminam o básico sem saberem interpretar um texto e desenvolver uma ideia! E isto resolve-se com um exame? Com mega-agrupamentos? Com turmas de 30 alunos? Isto resolve-se traçando objectivos a curto-médio prazo e sempre com a sombra da Troika? Isto resolve-se utilizado exames como instrumento político? (E isto é válido para todos os Governos)

 

Já se pensou no abandono escolar? Será que é isso que interessa? Porque é que outros sistemas educativos abandonaram estas ideias?

 

A igualdade não será transmitida  através de um ensino que vise ser equitativo? Como pode existir igualdade entre Lisboa em que nas salas de aula os miúdos não sentem a agrura de uma geada? Sim! A Escola não tem dinheiro para pagar o aquecimento.

Como pode existir igualdade onde as aulas de laboratórios de Ciências não funcionam na maior parte das Escolas? Onde as vivências de Norte a Sul não são as mesmas?

 

Promovam a igualdade mas comecem do início, ora tentem lá.

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