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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Ainda os concursos...

professores.jpg

 

Felizmente o meu filho tem os professores todos desde o início do ano lectivo e parece-me que por aqui, neste fim de mundo, não ouve grandes problemas. Também há que variar um pouco...

 

O que sei é que hoje depois de ler o post do Jorge no blogue "O que é o Jantar?" a explicar que a sua filha ainda não tem professor de matemática e a seguir ler no Jornal Público que um professor tem um novo recorde de 95 horários!!! Novo recorde porque antes tinha sido colocado em 70 Escolas! Achei mesmo que como isto têm andado no nosso país só nos podemos rir. E, por isso, não nos podemos queixar pois falta do que rir não há.

 

O grande problema desta história é que este professor está nos Açores, que tem concursos próprios, e de onde ele não quer sair. Acontece que o mecanismo do tal BCE (Bolsa de Contratação de Escola), que se tem revelado uma enxaqueca, e o cruzamento da situação pessoal desde professor em particular revelaram-se um filme surrealista. O Professor até já desistiu do concurso mas por qualquer razão estão a ser-lhe oferecidos mais 95 horários que ele não quer. Mas não são colocados novos professores enquanto ele não colocar no sistema, na sua página pessoal da DGAE, que recusa a vaga numa opção que ele deixou de ter porque afinal até já tinha desistido do concurso!!!

E isto dá para acreditar? Comédia?

 

Nunca os Ministros da Educação gozaram de boa imagem. Mas acho que este bate aos pontos qualquer um! Acho que numa nota de 0 a 20 para dar a este Ministério talvez um -10 não lhe chegasse.

 

Para quando uma acção?

Mais uma vez é notícia o ataque realizado por cães, desta vez a uma idosa (sénior) de 85 anos.

 

Lendo a notícia tenho algumas questões.

 

Os cães foram recolhidos para um canil, e o dono? Só foi identificado? O que lhe vão fazer?

Ao que parece a GNR já tinha sido notificada acerca dos cães, embora para situações menos graves. Estavam à espera de quê para agir?

Ah! Já sei. Que alguém fosse mordido à séria.

 

Agora a raça dos cães.

Um PitBull,

 

A imagem é elucidativa. Cão possante, protetor, dominante, requer treino cuidado e um conhecimento da raça.

São considerados perigosos porquê?

Primeiro, desde há tempos que foram, e são, usados para lutas entre animais onde os fracos morrem os mais aguerridos ficam, e esses são usados para procriação.

Segundo, têm uma força descomunal e uma mordida tremenda! Há relatos que dizem que para soltar sua vítima necessitam de um pé de cabra!

Quem tem um exemplar desta raça e a trata como ela necessita, ou seja, exercício físico, treino canino adequado e estímulo, já que são verdadeiros cães de trabalho, referem que são excelentes cães e que adoram, e fazem tudo, pelo seu dono.

 

A outra raça referida na notícia é um Yorkshire,

 

  Dizem vocês. Isto? Isto atacou uma pessoa?

 

O que ele tem em comum com o Pitbull é que ambos são Terrier. Este canito é também muito protetor, aguerrido, dominante e também precisa de treino, claro. Não se deixem iludir pelo tamanho. O meu Labrador já teve que fugir de uns quantos!

Era originalmente usado para caçar ratos.

 

Então como é que um cão que é um nico da espécie se vê nesta confusão? Simples. Ambos têm o mesmo dono! Ambos precisam de treino e estímulo mental e de alguém que saiba o que tem nas mãos.

 

Como sede costume chega-se à conclusão de sempre, há pessoas que não podem ter cães. No máximo poderão ter uma pulga que é o mais aproximado ao cão que poderão possuir. Mas cães? Naaa

 

Há países onde é obrigatório a frequência de aulas com o treino básico canino, e anualmente terão de prestar uma provas. Aulas muitas vezes fornecidas pelas Autarquias locais ou a um preço módico. Mas no nosso país a Educação de pessoas está uma lástima quanto mais a dos cães...

Seja como for ou alguém coloca um travão a isto ou então estas notícias serão recorrentes e teremos mais discussões sobre se vai existir o abate ou não. Enquanto isto os humanos inconsequentes continuam a poder ter cães...

 

Imagens retiradas da net

Precisamos de roubos destes!!

Não costumo fazer isto, até porque gosto de poder deitar-me na almofada e dormir logo e não de ficar a matutar em coisas que li em jornais. Mas hoje como tive, para variar (porque esta semana anda o Murphy cá por casa), um dia a "breca", resolvi dar uma vista de olhos no que se passa no mundo. E houve uma notícia que me fez rir. Coisa raríssima para quem se dedique a ler notícias!!

 

imagem retirada da net

 

 

 

Na Alemanha alguém que assina como "Monstro das Bolachas", o apreciado personagem da Rua Sésamo, roubou uma estrutura com o emblema da Bahlsen, que não é nada mais que uma pecinha em ouro com 20 quilos e com cerca de cem anos!!

 

E o que exige em troca para devolver o emblema?

 

Que  crianças hospitalizadas no hospital pediátrico de Hanôver  recebam bolachas de chocolate de leite e que a recompensa oferecida pela empresa em troca de informações sobre o roubo, nada mais e nada menos que mil euros, reverta para um abrigo para animais!

 

A sério?!?

 

E o ladrão diz ainda, que se não fizerem isso a dita "bolacha de ouro" irá para o caixote do lixo do "Óscar"! Outra personagem da Rua Sésamo.

 

Para relembrar,

imagem retirada da net

 

Ao que parece o "verdadeiro" monstro das bolachas já foi ao Twitter dizer que alguém lhe está a usar o nome.

 

Bem, seja quem for, além de ser um ladrão cheio de humor demonstrou que um Robin dos Bosques começava a dar jeito. Tirar de quem tem muito para dar aos que mais precisam... será roubo?

 

Eu sinto-me roubada e ultrajada todos os dias....

 

Um tento engraçado, sem dúvida.

Histórias na primeira pessoa

Lembro-me das histórias de meu avô, lembro-me como se fosse hoje...

 

"-Sabes, no meu tempo tínhamos que nos levantar de madrugada, muito antes do sol nascer. Devia ter eu uns 9 anos e já ia com as cabras e as ovelhas para o monte, ajudava os meus pais e mais já ajudava na lavoura como gente grande! Trabalhei sempre, andei sempre! Tínhamos muitos terrenos, felizmente, isto estava tudo cultivadinho!!

-Então e a escola?

- A escola? Tínhamos lá tempo para a escola! A minha mãe queria que eu fizesse ao menos até à quarta classe, mas eu gostava era de andar livre, depois de andar no monte tanto tempo dava-me lá sentado numa cadeira?

- Mas eu gosto tanto da escola! E nós brincamos muito e é bom fazer amigos! Não tinha amigos?

- Tinha pois! Trabalhavam tanto ou mais que eu! Alguns tinham a sorte de ter mais um jeitito prá'quilo, ou até lhes puxava pra aprender e muitos tinham família mais abastada em que não era preciso que trabalhassem. Eram finos esses! Usavam sapatos e roupinha de missa todos os dias!

Mas tu? Tu estuda! Aproveita e estuda pra seres alguém! Eu deixo-vos todos os terrenos que amealhei. Mas o que eu sonhava era que vocês fossem alguém. Alguém que não soubesse só assinar o nome e pouco mais.

- Mas eu já sei mais do que assinar o nome!

- Pois... mas isso não chega! Ou achas que sim? Depois há os espertos, aqueles gajos que tentam sempre enganar a gente! Se não somos lestos a pensar levamos com os chicos espertos e com as suas trafulhas!

- Está bem avô, eu esforço-me, aliás eu gosto de aprender e de estudar.

- Fazes bem minha filha! Nesta vida nada se consegue sem esforço, e se assim for que piada e história de vida tem? Sabes onde eu tenho a história?

- Onde avô?

E estendia as mãos, rudes, com um ou outro dedo entortado.

- Em cada calo, em cada ferida que aqui vês!

E eu olhava, para aquelas mãos com história...

- E avô, quem não tinha terras como fazia?

- Oh! Esses coitados, tiveram que sair cedo daqui, ir para longe de tudo o que conheciam... e saiam assim eram catraios! Sabe-se lá pelo que passaram!!! Emigravam! Às vezes até tinham alguma sorte, depois de muita e dura labuta, mas passaram vida de cão! Eu nunca precisei de sair daqui! E não trocava a minha terra por nada!

Ficava assim com o seu olhar distante...

- A fome que havia naquele tempo! Tempos maus, que espero que nunca voltem! Que não voltem daquela maneira. Nem que vejas os teus filhos passarem por dificuldades! Agora felizmente todos vão à escola, ainda bem! A mim deviam-me ter obrigado a ficar lá. Mas fazia falta no campo... e eu não gostava daquilo, nem da professora que dava reguadas que se fartava, a doida!

- Avô não fique triste, somos um povo valente! Não é o que diz? Um povo valente que já lutou muito, pode lá ser voltarmos para trás e deixar tudo aquilo que vocês passaram ser em vão!?! Avô agora as crianças têm que ir à escola!" (Ligação para notícia no J.Público)

 

Pois é avô, o que eu tento lembrar-me para que serviram cada uma das histórias de tua mão rude, mas ao mesmo tempo meiga, calejada e poderosa.

 

Corrida ao ouro

Imagem retirada daqui

 

No interior deste Trás -os Montes perdido estão muitas aldeias. Aldeias de gente com rugas em que cada uma tem sua história.

Existe, no entanto, uma que conheço, que hoje tem algum destaque no Jornal Público, onde se fala de uma firma canadiana que ganha concessão para exploração e prospecção de ouro em Jales, prevendo-se na fase de exploração a criação de 100 postos de trabalho directos e 250 indirectos!

 

Jales pertence ao concelho de Vila Pouca de Aguiar e Distrito de Vila Real, teve a sua época áurea na extração de ouro, e é necessário que se diga, a única mina de extração de ouro em Portugal!

 

Segundo dizem os antigos desde a época da invasão romana que se extrai dali este precioso e almejado metal.  E muitos são os vestígios por lá espalhados. Mas restam também muitas histórias sobre mouras encantas presas por singulares feitiços e deixadas à sua estranha sorte. Por isso, talvez também os povos muçulmanos tivessem por lá andado.

 

Uma aldeia perdida com boas gentes. Gentes de face vermelha, sangue na guelra, trabalhadora e muito hospitaleira.

Além da extração de ouro, que promovia a criação de muitos postos de trabalho, podiam-se ver em redor da aldeia a vida a frutificar nos imensos campos cultivados. Aliás, a vida florescia em todos os recantos desta pequena região muito movimentada do Planalto de Jales. Poucos seriam os que emigravam, para tentar outra sorte que não as minas. Mas muitos ficavam, agarrados à sua terra, ao seu país e trabalhando, contribuindo para uma extração diária de cerca de um kilo de ouro por dia!

E Jales crescia e produzia... a história? Essa pregou-lhe uma terrível partida... Na década de 90 a a cotação do ouro baixou, os custos de extração aumentaram muito, a empresa foi acumulando dívidas à EDP e à Segurança Social, acabando por entrar em insolvência e fechar.

 

Foi a catástrofe... perderam-se empregos, dissolveram-se contos deixados para trás, lágrimas ficaram... os campos? Esses foram deixados, secos como a alma de quem partiu, de quem conseguiu partir e arranjar esperança. Alguns ficaram, com as castanhas, com o vento, com a labuta de nada e com a esperança de tudo.

 

Despovoamento, pedras soltas e perdidas... pobreza.

Crianças? As poucas que existem penso que ainda correm por lá... seu destino? Sair dali para conseguir algo da vida.

 

Tentam agora dar-lhes esperança com esta nova prospecção e com a criação de postos de trabalho tão bem vindos, tão emergentes!  Será mais uma das promessas vãs? Será mais uma das ideias de prospecção que só fica na intenção e não nas mãos que precisam de se calejar?

Oxalá que chegue a esperança de quem já está habituado a perder tudo, a ser esquecido e a não ter nada!

 

 

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