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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Artes e artimanhas

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O desenho que está acima para pintar parece que foi fotocopiado por uma zelosa Educadora de Infância para que as crianças possam aprender a pintar, não é?

Pois… mas na verdade não. O desenho foi fotocopiado por uma professora de Educação Visual do 8º ano, justamente a professora do meu filho de 13 anos, como um dos muitos trabalhos do género para fazer em casa!

E agora estão a perguntar se o miúdo se teria portado mal na aula para ter semelhante castigo? Um trabalhinho da primária!

Não malta, o que se passa é que a dita professora é consumidora assídua de atestados. E digo consumidora porque na realidade a senhora, ao que consta, não está doente, apenas não tem é transporte próprio e como tal depende de boleias, coisa que não tem sempre, porque, e aí sim, a pessoa que lhe dá a boleia está muitas vezes doente. Mas mesmo que estivesse doente isso não vem ao caso, o que me traz aqui é a atitute dela.

Resumindo, a professora em questão no primeiro período deu, mais coisa menos coisa, cerca de 4 aulas. Neste segundo período, e contando com o dia de ontem, 3 aulas!

E como é que ela avalia os alunos?

Eu elucido. No primeiro período, numa das últimas aulas em que esteve presente, mandou fazer uns trabalhos em casa. De atacado, género “a entregar na semana a seguir”! Coisas básicas. Nada de jeito e que fomentasse a aprendizagem mas que dão trabalho a fazer. Que, alguém me corrija se estou errada, mas as aulas são para aprender, ou não?

Tudo bem… olhei para o céu e assobiei para o lado. Neste segundo período é que já chega! Primeiro porque assobiar para o lado não é mesmo do meu feitio! A senhora deu 2 ou 3 aulas manda uns trabalhos sem jeito nenhum para fazer em casa só para ter algo com que avaliar os alunos!?!

Se fosse um trabalho começado na aula e que se desse continuidade em casa, ainda vá lá. Mas trabalhos para pintar e fazer colagens!!! Poupe-me! Está tanto professor no desemprego a querer dar aulas, a saber ensinar, e está esta senhora a não ensinar e a fazer que faz!?
Se não deu as aulas não avalia. Ponto. O meu filho até pode ter negativa mas não vai entregar estes trabalhos! E se o resto da malta quiser continuar a ser conivente com estas atitudes temos pena. Talvez seja este um dos pequenos indícios da razão de portugal ser o que é. Um paraíso para a chico espertice!

Se por um lado temos uma professora com uma atitude cívica vergonhosa, por outro temos pais que fazem os trabalhos pelos filhos (porque na conversa com outros pais soube que é isso que fazem) só para que os meninos os entreguem a tempo e tenham boa nota. Não. Não é para isso que o meu filho anda na Escola! Ele anda lá para aprender. E ao contrário da maioria considero a disciplina de Educação Visual importante. Caramba! Ter noções de profundidade, de perspectiva e arte é importante!

Resumindo as mães ajudaram os seus filhos, pintaram por eles os trabalhos, e só dois pais foram falar com a Diretora de Turma! Isto pode não ser nada mas talvez espelhe a treta de gente que temos que só se sabe queixar mas não faz NADA para que as ciosas mudem!

Sabem dizer que a professora “é uma miséria”, “que isto não tem jeito nenhum”, “onde já se viu só dar 2 aulas e mandar trabalhos assim? “, e muito mais que ouvi. Mas na hora de tomar uma atitude o que fazem?

Pintam eles os trabalhos e ajudam os descendentes para que sejam entregues como a menina que faz que ensina pediu! Eu ajudo quando vejo que faz sentido ajudar, neste caso não faz sentido nenhum!

NÃO! O meu filho não faz! E eu assumo esta negativa, e ele, depois da devida conversa, também. Agora vamos é ver se isto fica assim… e depois chamem-me rebelde que eu respondo. Com muito gosto!!

Eu exijo, peço e imploro respeito para com os professores da parte do meu filhote, mas espero o mesmo do lado de lá! E esta atitude da professora de Educação Visual demonstra uma falta de respeito para com pais, alunos e comunidade Escolar.



Excesso de ideias...

 

Como vem sendo meu hábito, e enquanto a casa dorme, costumo ler "as gordas" de manhã enquanto tomo o pequeno almoço.

 

Talvez seja um mau hábito já que com tantas más notícias pode dar-me uma indigestão. Além disso, poderá não ser uma boa maneira de começar o dia... mas enfim hábitos são hábitos e este é o meu.

 

E o que li hoje que me fez imediatamente teclar furiosamente?

 

Li que agora que se paga a autarquias, o que eles chamam de "compensação financeira", que tenham menos professores do que os necessários!

O que me leva a uma pergunta que julgo ter lógica.

 

Esta gente terá hábitos bem piores que os meus ao pequeno almoço, não?

Devem de certeza ingerir algo que os faça ter umas ideias bem alucinantes!

 

Trocar humanos por dinheiro. Menos humanos mais dinheiro. E com mais dinheiro e menos humanos, teremos humanos com menos qualidade de ensino, menos tempo dedicado a quem tem mais dificuldade em aprender, menos eficiência no aprender. Menos de tudo portanto. A única coisa que é a mais é o número de alunos por sala de aula.

 

O que eu percebo é que o que está a dar é ter menos filhos. E querem eles aumentar a natalidade... colocar filhos no mundo para ser Governados estranhamente por ideias ainda mais estranhas?

Pessoas que não sabem ver mais longe que um centímetro à frente do nariz?

De qualquer das formas já percebi a ideia de aumento da natalidade. É a promoção de exportação. Claro! Temos filhos para os exportar. Mas se apostarem num bom ensino exportarão "carne humana" com mais qualidade. E nem nisso vêm mais à frente...

 

Neste ensino da caca, perdoem-me a expressão mas é de facto a mais adequada, sobrará quem tem uma capacidade de aprendizagem acima da média e pais que os ajudem em casa. Resumindo, acho que estamos a ir para trás uns tantos anos. E à velocidade da luz!!!

 

O que eu não entendo é uma coisa. Este Governantes andam sempre a citar o exemplo dos Nórdicos mas quando chegam cá fazem exactamente ao contrário!!! O que me leva a uma conclusão. Eles foram fazer férias na neve com dinheiro público.

 

Se fossem mas é fazer férias à Sibéria e tentassem plantar batatas num bananal é que brilhavam! Se bem que o que tentam fazer com Portugal é algo bem parecido com plantar batatas num bananal... e adivinhem que são os bananas?

 

 

 

Tudo o que se vê

Mais uma semana da treta em que não consegui colocar os meus queridos e amados dedinhos no teclado...

 

E bem dizer, sorte tiveram os incautos que por aqui passam e que se conseguiram poupar das minhas tagarelices de bloguer. No entanto, e tal como já por aqui disse, isto é uma forma de terapia e sem a minha terapia acabo por ficar meia irritadiça.

 

A semana de trabalho algo movimentada acabou numa formação em serviço, e em que uma das formadoras era a menina que por aqui debita umas ideias. Já não é a primeira vez que sou formadora mas foi uma das vezes em que o barulho de fundo mais me incomodou. Não que houvesse grande ruído mas foi o suficiente para que incomodasse o raciocínio de alguém que teve uma semana cansativa. Os meus sentidos estavam a funcionar ao contrário. Em vez de estarem focados nos conteúdos que estava a transmitir estava mais focado a reparar em tudo o que se passava à volta e que não interessava ao caso...

 

E digo-vos é extraordinário no se reparara!!! Todo o bichanar, o piscar de olhos, o olhar mais desatento e aluado,... tudo mas tudo, salta ao olhar como se nos quisesse cegar! E foi assim que fiquei com pena, muita pena mesmo, dos desgraçados dos professores. Bem sei que essa é a sua tarefa, que terão anos de prática (muitos deles) em fazer ouvidos moucos e fazerem-se de cegos a tudo o que se passa numa sala de aula. Mas os professores são humanos, para quem não sabe aquela malta é feita de carne e osso! E deve haver dias em que até uma aranha, a tecer a sua teia bem descansadinha lá na esquina mais afastada da sala de aula, lhes deve incomodar.

 

E tento, da minha forma desajeitada, manifestar o meu mais profundo e honroso respeito para com os professores. E já agora pedir encarecidas desculpas por todas a minhas bichanadelas toques para o lado, papelitos atirados, piscadelas de olho, bilhetinhos e sei lá que mais, que a memória já não é o que era, a tudo o que fiz e que perturbou a vossa aula. Ah! E já agora aproveito para pedir desculpa aos formadores, de algumas formações a que tenho ido, é que sabem, isto de ser adulto não quer dizer que se seja de ferro e que se vá ganhando juízo em proporção....

 

 

Imagem retirada da internet, obrigada a quem a disponibilizou

 

Eu até provava...

Se gostasse eu até provava

Se provasse podia era não querer

E se quisesse era porque estava louca!

Se estivesse louca era porque tinha provado.

 

Mas provar o quê?

Provar aquilo que já provei?

Provar o que querem que prove?

Provar o que a prova da provação quer provar?

 

Tentemos não provar o que não gostamos.

 

 

A minha solidariedade para com os professores. Apesar dos muitos comentários que li no Jornal Público, não acho que seja um sistema de avaliação justo e muito menos coerente. Mas enfim... que sou eu para achar? Se calhar também tenho que fazer uma prova antes de ter direito a achar...

 

 

 

Imagem retirada da net, obrigada a quem as disponibilizou
 

Provar ou não provar? Eis a questão

 

O Sr. Ministro Nuno Crato, que dizem as más línguas já foi professor, mas eu não acredito, refere que "nenhum professor qualificado tem de ter algum receio" da tão polémica prova de avaliação. E para tentar, sem conseguir, suavizar os ânimos alega que em outras profissões também existem provas de, nem sei o nome da coisa, digamos, "Provas de qualificação".

 

A ideia é fazer com existam pessoas mais qualificadas nas Escolas. Mas esperam aí! Então o que andou esta gente a fazer na Universidade, cujos cursos são (ou deveriam ser) avaliados, currículos revistos, e sei lá que mais? Não será passar também atestado de imcompetência às próprias Universidades? Não será um pouco de paranóia por provas e testes?

 

Bem, na minha profissão, e desde que me formei, já perdi a conta a quantas provas e testes já fiz. No entanto, essas  provas foram sempre decorrentes de alguma formação ou curso, realizado por mim e para aumentar os meus conhecimentos em determinada área, ou para realizar uma determinada tarefa mais específica à qual me quero candidatar. Penso que com os Professores também será assim.

Ok, eu sei que para entrar na Ordem dos Advogados a tarefa é complicada e além de provas, esta envolve também a frequência de aulas. Na ordem dos Engenheiros também envolve encargos. Mas se não quiserem entrar na ordem podem exercer cargos para os quais a frequência Universitária os capacitou. Não podem é ser denominados de Advogados (nem exercer a Advocacia) nem Engenheiros e diz-se antes que têm uma Licenciatura em Direito e uma Licenciatura em Engenharia, respectivamente. 

 

Quanto a prestar provas de qualificação para determinada tarefa, como por exemplo para dar aulas, mesmo após ter saído de uma Universidade onde presumivelmente se ministram conhecimentos que capacitem para a sua realização, eu sugiro o seguinte, e já que o Sr. Ministro refere que existem essas tais provas em outras profissões. Proponho que existam provas de qualificação para se ser Ministro. Aliás, deveriam além de realizar a tal prova, efectuar também testes psicológicos, é que desconfio (tenho a certeza) que anda para aí muita gente marada com cargos que detêm o poder de mexer com a vida de um povo! Mas isto sou eu no suponhamos...

 

 

Imagem retirada da net, obrigada a quem as disponibilizou

 

 

Terrorismo em Portugal!

Eu bem tento não escrever sobre crise, política e sobre a situação cada vez mais caótica do nosso país. Mas o título deste blogue irá certamente fazer com que me perdoem por hoje voltar a escrever sobre o tema.

 

O que me fez perder as estribeiras foi toda esta polémica à volta do pré aviso de grave dos professores para o dia dos exames nacionais.

 

A associação de pais ontem veio pedir aos professores que reconsiderem o dia de greve.

 

Nuno Crato numa entrevista à TVI 24 referiu que também é professor! E não se lembra de ter feito greve em época de exames, refere que os professores  não estão ser correctos, e que esta greve não os irá beneficiar. Refere ainda que “Estamos dispostos a toda a negociação, mas este tipo de atitude, que é tomar como reféns os nossos alunos, é algo com que não se deve brincar”.

 

Tenta assegurar a presença dos professores nos exames com recurso a serviços mínimos. Além disso, atira agora com "recurso civil", algo que todos sabemos, assim como a FENPROF, ser uma impossibilidade legal, e uma corrida contra o tempo!

 

Ora bem, cá vai e depois fuzilem-me a seguir.

 

Primeiro o Sr. Nuno Crato enganou-se, ele não é professor. Ele foi professor e está com amnésia! Ele é um POLÍTICO! E dos que sabe muito bem dar a volta! Dos que percebe de psicologia e que sabe o povo que tem. E que povo tem ele?

 

Pois, aí é que reside o cerne da questão!

 

O meu filho pertence ao grupo de alunos que é "refém" dos novos terroristas. Os professores.

 

No entanto, não me parece que os alunos estejam a ser usados como reféns.

 

Será que não existirão por aí pais que têm férias marcadas? E isso lhes irá alterar o esquema? Se é chato? Ó páh! Claro que é! Afinal a nossa vida depende das férias, vivemos todos o ano para elas! Não pensamos em "mai nada" nesta altura! 

 

 

Mas meus caros, os professores não deviam estar sozinhos nesta luta, que diga-se de passagem já se percebeu que é totalmente inglória.

Mas arre! É uma luta legítima! Os pais deveriam estar com os professores!

Os pais deveriam reivindicar melhor qualidade de trabalho para quem educa, acolhe e está com os seus filhos diariamente! Para com quem lhes dá conhecimento e muitas vezes, volto a pedir desculpa pela minha grande boca, mas muitas vezes quem lhes dá carinho, o único que recebem durante o dia!

 

Mas em vez disso vemos pais contra professores, os terroristas do momento! E o que é que o Governo, na figura do Ministro, faz? Aproveita-se disso e joga muito bem a sua cartada! A estocada final!

 

Recurso Civil?

 

Sabem o que é que acho que TODOS os professores deveriam fazer?

Não irem! Mesmo com o tal Recurso Civil! As lutas são assim. UNIDOS! Até ao limite!  E digam-me, não chegamos ao limite?!?

 

Neste país temos uma guerra civil encapsulada, disfarçada, do género virtual, e este, e todos, os Governos sabem disso! E aproveitam-se disso, jogam com isso! Dividir para reinar!

Funcionários públicos versus Funcionários do privado

Professores versus pais

Ricos versus pobres

...

 Ao que parece não somos todos Portugueses!

 

E isto não é assim tão simples quanto parece!

Com mais esta luta inglória, com mais esta divisão da população vamos dilacerando os direitos de cada um. As lutas de cada um que deveriam ser de todos!

 

Com mais esta divisão vamos quebrando tudo aquilo que ainda poderíamos conquistar! Mas não! É mais fácil apontar o dedo, não é.

 

Pois é assim, o meu filho vai fazer exame e tanto está preparado para um dia, como para outro!

 

Tentamos nunca criar demasiado nervosismo nele em relação a exames pois sabemos que isso pode ser contraproducente. Ele não é um refém. Não dos professores. Ele está a ser usado como escudo no rompimento de direitos que agora são de uns e amanhã podem ser de todos! Mas é mais fácil olhar para o nosso umbigo! É mais fácil ver o que nos dá jeito a nós, e só a nós!

 

Não sou professora. Mas sou mãe e estou na luta para melhores condições de trabalho para aqueles que estão com o meu filho todos os dias! Luto para que a educação seja vista como um investimento, SEMPRE!

 

 

Imagem retirada da net, obrigada a quem a disponibilizou

 

 

 

 

 

 

 

À estalada!

 

Imagem retirada da net

 

 

Hoje foi dia de reunião lá na Escola, e dias de reunião são sempre bons para escrever um artigo aqui para o meu espacito.

 

Primeiro, acho uma piada ao estatuto do aluno, onde toda a responsabilidade do sucesso Escolar é imputada aos deveres e direitos dos alunos. E o Estado? Onde fica?

Com mega turmas, como e onde está a tal qualidade  que os alunos têm direito?

Sabem o que vos digo? Má altura para se ser professor. Muito má! Os alunos por outro lado não tem outro remédio senão serem alunos.

 

Outra coisa muito interessante foi o facto de uma mãe ter pedido explicitamente à professora para que quando a filha se portasse mal, e portar mal significa ficar a olhar para a afia em vez de trabalhar, ou falar, apesar de se ter pedido silêncio. O que esta mãe diz em todas as reuniões, desde o 1º ano, é pedir que os professores dêem um estalo à filha. E pede de forma insistente que lhe batam!

 

Ora, um dos meus pontos para levar para discussão para aquela reunião era precisamente sobre um professor que tem o terrível hábito de fazer dos miúdos saco de boxe, e estava ali, aquela excelentíssima senhora a dizer que seria legitimo os professores baterem à sua filha.

 

Eu sei... devia ter-me calado! A filha não era minha! Mas bolas! Uma das sua reivindicações era que lhe batessem à frente dos colegas!! Não me calei. Que burra sou! Não me calei.

 

Expliquei, ou tentei explicar, mas acho que o meu tento não conseguiu, que a Escola era um local que deveria educar para a cidadania e bater aos alunos não era um acto nada cívico!

Claro que a senhora reiterou que estava a dizer para bater à filha dela e não ao meu. Mas é o princípio que está em causa! Será que é normal bater a um aluno em frente aos outros? Caramba! Isso não é agressão?

Então existe um professor que bate aos miúdos quando eles não estão calados e há pais que acham isto normal e até incentivam!

Estarei doida??

 

É assim que resolvemos os problemas?

É assim quer ensinamos a resolver os problemas?

À estalada?

Bem, é que se eu desse uma estalada a todos os que se portam mal comigo ou me chateiam, já teria distribuído muitas por aí!

 

Mas pelos vistos não resulta! Porque com o que a miúda apanha forte e feio, ainda não resolveu nada!

 

E como a discussão estava a ficar acesa a professora mandou-nos calar... Ok! Portei-me mal! Agora batam-me!

 

 

 

Só quero existir...

 

“Matias acorda cedo, os seus pais já saíram há muito para o trabalho, lembra-se vagamente de um beijo fugaz depositado pela mãe na sua testa, ou seria um sonho?

Seja como for gostaria que tivesse sido realidade, mas sabe o quanto os pais se esforçam, no seu íntimo, sabe porque não têm paciência para ser ouvido, para lhe permitirem a existência, gosta deles apesar de fingir que os odeia, pois sabe que eles… Eles também deixaram de existir… eles sobrevivem numa torrente de acontecimentos que os leva a ter dois empregos para poder pagar a casa em que vivem, a alimentação, os muitos gastos e ainda ajudar o seu irmão que não consegue arranjar emprego, e que parece afogar as suas perdições numa garrafa. O seu irmão mais novo, tem faltado às aulas, da Escola mandam cartas e mais cartas para os pais irem às reuniões, e eles foram das primeiras vezes, mas agora? Agora não têm forças… deixaram de existir.

E eu? Eu tento existir, tento não me perder naquele grupo que me acedia a esquecer, tento ser ouvido, tento, que gostem de mim, tento ser eu… mas não consigo. Ninguém ouve o meu grito surdo, ninguém consegue olhar para mim! Porque as pessoas deixaram de ter olhar, deixaram de ver! E eu levanto-me todos os dias, arranjo-me e visto-me a contragosto, tenho mais um dia… mas um dia! Será hoje? Será hoje que vou ver um olhar? Será hoje que me deixam em paz e percebem que estou a gritar?

E como ir para uma escola onde não me vêm, onde começo também a deixar de existir….” (qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

 

Como ir para uma escola onde temos professores angustiados, onde que eles próprios deixam de existir?

 

Como ir para uma Escola com turmas de 30 alunos onde cada um tem o seu ritmo de aprendizagem? Onde cada um existe de forma diferente? Onde cada um é único e tem de deixar de o ser?

 

Senhores Ministros, Senhor Ministro é isto o “custe o que custar”?

Custa o futuro dos nossos filhos das nossas crianças, do nosso país!

 

Sr. Ministro punha um filho seu numa Escola Pública com 30 alunos por turma? Acha isso pedagógico? No seu íntimo acha esta que esta revisão curricular faz algum sentido? Acha que faz sentido estes mega-agrupamentos, estes exames à molhada?

 

Afinal, percebi o que grita mais alto em si. O político cego, aquele que não quer ver, aquele que só vê números contas a prestar! Mas não as contas que tem a prestar ao povo! Aquelas contas que vos saem iluminadas de um lado qualquer perturbado e estéril. E não vê que essas contas dão um resultado mais que negativo! Não vê que existe nesta vida algo mais além, e que há coisas para as quais temos que dizer -  Não! Basta!

O seu lado de professor deixou de existir! Por favor, peço-lhe, não diga mais o seu título académico de professor, porque isso deixou de o ser! Agora é só o Sr. Ministro da pasta de Educação, o político cego, aquele que deixou de ver o ensino, a pedagogia, os alunos, a aprendizagem como investimento, a maravilha de ensinar e de motivar a aprendizagem! A maravilha de existir! Está a atirar anos de existência para o ar! Está criar autómatos, pessoas que não se motivam. Está a criar burocratas. Está a fazer nascer um ensino só para alguns, aqueles que felizmente, vão conseguindo existir contra tudo e todos, ou que têm uma parte económica que os suporta.

 

Não! Não sou professora. Mas sou algo que o Senhor e os seus companheiros não entendem, sou mãe! Uma mãe que quer que o seu filho exista! Uma mãe que acha que as crianças, sem excepções, devem ter acesso a uma educação digna, coerente e que respeite a individualidade de cada um. Uma educação que forme, que ajude que promova e motive a aprendizagem.

 

E hoje em dia de manifestação de professores, em Lisboa, acho que estes não deveriam estar sozinhos, deveriam estar acompanhados dos pais.

 

É o futuro dos nossos filhos que está em causa. E porque não manifestarmo-nos à frente das escolas de nossos filhos? Porque não começarmos a mexer as associações de pais?

Talvez vá “dar com os burros n`água” mas tentarei.

 

"a e i o u" à defesa!

 

Imagem retirada daqui

 

Nos tempos que correm os professores além de fazerem a sua licenciatura para estarem capacitados para dar aulas, e a par disso realizarem atualizações frequentes do seu saber, têm também que tirar um curso de defesa pessoal.

 

Pois é! Não basta saber expressar-se, saber motivar, terem que andar com as trouxas às costas, terem que caminhar ao lado da precariedade, também têm que saber defender-se dos alunos!! Dos alunos, e dos seus pais muitas vezes.

 

E ainda se perguntam porque é que os professores são das classes profissionais com mais depressões? (a par dos profissionais de saúde, que também já fizeram o tal curso, mas isso é outro artigo...)

 

Muitos apontam como solução uma coima ministrada aos pais, que não estou em completo desacordo, claro que é necessário ter um atitude imediata e eficaz. Estou a falar de uma acção atempada e que demonstre quer aos pais, quer aos alunos que a escola não é uma presidiária nem um local de conflito, mas sim um local de aprendizagem.

 

O ideal seria também pensar em acções a longo prazo que evitem ou diminuam a frequência destes episódios. Acções que envolvam os pais, o que sei ser tarefa difícil, para não dizer impossível.

Temos mesmo que repensar como é que as coisas estão a ser feitas e que programas se podem implementar na escolas, por exemplo com na saúde escolar, que têm nas suas equipas técnicos de saúde motivados para esse efeito e capacitados para tal.

A sociedade tem que ver o ensino, a educação, com olhar de quem vê! Mentalizando-se que temos ali um pilar muito importante.

 

Algo te que ser feito! A estrutura de pensamento tem que mudar.

Alguém me disse "antigamente eram os professores que batiam nos alunos", eu mesma apanhei duas reguadas (injustas, e que ainda não perdoei) "agora são os alunos que batem nos professores". As duas atitudes estão erradas, não podemos voltar atrás, mas temos que ver o presente com outro olhar para que o futuro seja digno de existir.

 

Hoje eu tento ccompreender como se chegou a esta aula, que professores pagam para ter... mas meu tento não consegue! E penso que por este andar não tardará que sejam pedidas pravas de aptidão física aos professores.

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