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Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Eu tento, mas meu tento não consegue!

Sabendo que nem sempre vou conseguir ir aos vossos espaços, mas nunca vos esquecendo e sempre tentando...

Sonhos...

formiguinha.jpg

 

 

Hoje ao escrever umas palavras lembrei-me dos meus sonhos. Fantasias e ilusões, que entretanto se imiscuíram na realidade...

 

Sonhava em fazer a diferença, mas acabei por ser um pequeno nada perdido no mundo. Almejava grandes feitos, mudar o mundo, ajudar mais, fazer mais....

 

No meu dia a dia tendo dar algum carinho, algo de mim, o meu pequeno nada a quem me procura, a quem de mim precisa. Mas sinto que não chega.

 

Continuo a perseguir a minha utopia mesmo que as forças me falhem e o corpo não me deixe, valha-me a força da minha alma! Valha-me a insistência de continuar a ser o que sempre quis... valha-me o sonho!

 

 

 

Atendam! Está a tocar o passado.

oldtimes.jpg

 

Se existe tema polémico a seguir a "religião" é a "educação".

Como educar?

Qual a fórmula mágica?

Qual a melhor coisa a dizer e a fazer?

____? E outras tantas questões, pertinentes e muito válidas, que se queiram colocar neste espaço em branco.

 

E eu tenho um grande problema quando se discute algum tema deste género. Polémico. Há argumentos que não me convencem. E um deles é "No meu tempo não era assim...".

 

Não consigo entender esta prisão  ao passado. Não consigo entender que deveríamos tenders a evoluir, a caminhar para a frente (embora esse para "a frente" pareça ser dois passos atrás). Mas não dá para regressar aquilo que foi "no nosso tempo". Não com aquilo que já sabemos hoje. Pode até ficar parecido, mas não igual. O conhecimento foi alterado.

 

Isto tudo porquê?

 

Na semana passada foi outra vez notícia um telemóvel numa sala de aula. A professora tirou o telemóvel à uma pirralha de 11 anos, e os pais da pirralha, que entretanto lhes telefonara no intervalo a dizer que tinha sido agredida pela professora, entram Escola adentro e apanham a Sr.ª Professora desprevenida com duas estaladas.

 

Escola?

Do Cerco no Porto.

 

Inevitavelmente, e pelo contexto social da comunidade onde está inserida, não é uma Escola qualquer...

Mas esse problema do telemóvel já não é de agora e nem único desta Escola.

E muitos foram os que disseram à mesa de discussão num jantar familiar. Os Telemóveis deviam ser proibidos nas Escolas, no meu tempo não era assim! No meu tempo não havia telemóveis e também sobrevivemos. O engraçado é que nenhuma dessas pessoas me quis dar o seu telemóvel... Adiante, outra solução para este problema telemóvel vs obediência foi proferida assustadoramente à boca cheia "Devia acabar a democracia!!".

O quê!!!???

"Sim! Devia acabar a democracia pelo menos por um ano para tudo isto ir aos eixos!!!"

 

Sosseguem almas, não sou familiar de Manuela Ferreira Leite, mas tive dúvidas se não seria um clone.

 

Claro está, que quem fala assim à boca cheia nunca teve que lutar pela liberdade.

 

Mas será que nestes casos a proibição será solução?

Será que os castigos físicos praticados pelos professores, e também defendidos por alguns na "mesa de discussão", serão a solução?

Incutir medo será solução?

 

No meu tempo havia mais respeito!

Hummm... Será que na grande maioria dos casos não seria medo?

 

Muito se discute sobre o facto dos professores estarem a perder a autoridade. Mas será que a proibição é o caminho?

Não estou a dizer que não devam existir regras. Sim. Estas devem existir e ser cumpridas!

Mais. Os castigos também. Para alunos, e porque não para os pais, se o mau comportamento for grave. Mas daqueles castigos em que se retira alguma aprendizagem. Como é que se sente alguém  limpar o que o aluno sujou. Serviço comunitário e outras coisas em que o aluno pode ser útil. Devem existir regras mas sobretudo deve incentivar-se o bom comportamento, este deve ser incutido, fomentado. Não pelo medo mas pelo respeito, por civismo, por educação.

Mas como se consegue isso com turmas de 30 alunos?

Simples.

Não se consegue.

 

Como se educam filhos se estamos pouco ou nenhum tempo com eles?

Simples. Outros o fazem por nós, e talvez não da melhor forma...

 

E quando estamos com os filhos estamos a discutir sobre os TPCs e enquanto o tempo passa  chega a hora do João Pestana. 

 

Admito no entanto que esta questão do telemóvel e a atitude a tomar não é fácil. E a comunidade em questão também não. E claro, neste imediato não passa outra coisa pela cabeça senão a de proibir os alunos daquela Escola de os levarem de todo. Resultará? Não levarão mesmo? Passaremos de certeza a transferir o conflito para outro local.

 

Será que não há outra forma de educar/ensinar que não seja a proibir, a incutir medo, a controlar?

 

Pois é... sou uma utópica. Eu sei. Mas afinal não é a utopia que nos faz caminhar?

E ao dar o primeiro passo já estaremos a avançar!

 

Pena que ultimamente os passos sejam de tartaruga com artroses, cansada e velhota.

A verdade

Ok... vou voltar à carga, mas realmente não dá para ficar calada! Se tentarem amordaçarem-me e prender-me a uma cadeira talvez eu me cale e fique quieta, caso contrário as tentativas continuarão em busca da tal "utopia".
Encontrei no blogue "Diário do Purgatório" um vídeo deveras interessante e que vale a pena, não perder, mas ganhar tempo, a visualizá-lo, ouvi-lo e reflectir...
Reflectir na nossa responsabilidade quanto a isto,
Num enxerto de uma entrevista, questionado sobre os casos que denunciou e se conseguiu que algum chegasse ao fim  o Sr. Paulo Morais respondeu o seguinte ,
"O Ministério Público tem apreciado e é com alguma perplexidade que vejo alguns arquivados, como o do Metro do Porto. Em determinado momento o Metro do Porto resolveu adquirir uns terrenos no Campo dos Salgueiros. Estavam avaliados na ordem dos 5 milhões de euros. Mas o Metro decidiu pagar quase 9 milhões por um terreno que sabia valer menos de 5 milhões. Fiz uma denúncia, apresentei documentos oficiais, avaliações, actas do conselho de administração do Metro, e o MP entendeu arquivar o processo porque não sabia onde estavam os 4 milhões de euros sobrantes. O povo português foi roubado em 4 milhões só naquele negócio."

 

Ainda acham que andamos a viver acima das possibilidades????

 

Fala também de algo muito estranho para alguns, mas que faz todo o sentido -  "Transparência Orçamental" -

Para onde vai o nosso dinheiro? Onde é gasto? Onde estão as continhas todas? Sim! Digam lá quem andou a viver acima das possibilidades?

Tudo pretinho no branco, afinal quem não deve não teme. Eu também apresento as minhas contas, porquê não saber o que é feito de todo o dinheiro que é público?

 

Mas tento deixar aqui uma reflexão.

Deixamos isto acontecer porquê?

 

Tal como comentei no blogue acima referido,  "... os que "roubam", os corruptos, e têm poder, ensinam a outros que roubar significa subir e que subir pisando na cara dos pobres é a lei natural. Até os pobres acreditam nisso e é uma das razões porque continuam pobres!", esta é uma frase de um livro "Trash - Os Rapazes Do Lixo", mais um que explora a corrupção

 

Pensem... vejam se a responsabilidade não é nossa?

Será que não valerá a pena lutar por uma sociedade melhor?

Será que não valerá a pena tentar ser diferente?

 

E em pequenas situações todos vamos sendo roubados... agora somem, pequenas e grandes!

 

Mas eu que sei?

 

Sou uma pulga. Mas a verdade é que muitas pulgas juntas chateiam {#emotions_dlg.blink}

 

 

 

 

Presa está a utopia!

A palavra é encarcerada pelo significado que um dicionário lhe dá

mas a palavra é mais forte,

A palavra é livre!

Ela liberta-se,

liberta-se do que não quer ser,

corre ao lado do sonho e até mesmo da ilusão,

mistura-se com eles, funde-se neles,

mas não quer ficar prisioneira de novo,

e por isso foge para não ser alcançada,

esconde-se para lá do que se vê,

para lá  do intangível,

Enamora-se da esperança,

e vive forte, mais forte que a própria palavra que é,

Se não será a utopia,

o que será então?

LMaria

 

O meu tento acordou com esta ideia encarcerada que teve mais força do que eu e que se quis libertar, eu bem tentei amarrá-la mas ela rompeu as amarras ...

;)

Para que serve a utopia?

Calhou-me ver algo na minha caixa de correio eletrónico que me fez tomar a resolução de por de lado algumas pendências que tinha para escrever (tenho uma lista enorme que não consigo por aqui, vontade e ideias não faltam, mas...), resolvi deixá-las "lá", e passar a algo que acho que me fez sentido colocar aqui.

 

Não sendo da minha autoria as palavras que deixarei aqui hoje despertaram algo em mim. Fernando Birri (cineasta) numa palestra dada a estudantes na cidade de Cartagena de Índias, e  estando na companhia de Eduardo Galeano (jornalista e escritor Uruguaio) que tornou públicas suas palavras que deixo gravadas, não só no meu blogue mas também na minha mente, para que possa sempre lembrar-me que apesar de algumas ciosas não nos fazerem sentido à primeira vista são elas que nos movem. São elas que nos fazem "delirar".

 

À questão de um estudante "Para que serve a utopia?"

A resposta, a meu ver brilhante, de Fernado Birri foi:

"A utopia está no horizonte, eu sei muito bem que nunca a alcançarei, que se eu ando 10 passos ela se distanciará 10 passos, quanto mais a busque menos a encontrarei, porque ela se vai distanciando quanto mais me aproximo. Pois, a Utopia serve para isso, para CAMINHAR!"

 

E o meu tento tentará firmar estas palavras para caminhar também para algo que sabe que nunca alcançará, mas que nem por isso tornará a caminhada menos válida, menos importante! Muito pelo contrário.

Eu tentarei e vocês?

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